segunda-feira, 25 de maio de 2015

Apenas dance

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Nos tempos de escola, todos os alunos eram obrigados a realizar duas atividades extracurriculares à tarde. Em alguns anos entrei no jornalismo, xadrez, capoeira, vôlei, teatro e dança. Nenhuma das escolas teve vida longa. Amei a capoeira e ainda penso em voltar, mas quase todos os anos eu entrava na dança, embora desistisse depois de várias faltas.
Tudo bem, ainda fiz algumas apresentações, mas nunca tive muito jeito... Odeio coreografias. A dança é o corpo cantando. Não se regra o canto, apenas o solta.  Liberta-o. A dança é a expressão não-falada do que a música faz. Passos afinados, giros soprados, piruetas combinadas ao solo de sax. Tudo faz parte de uma atmosfera à parte, só quem ama a música entende.
Image result for dança expressivaNão dá pra entrar na música, entrar de verdade, sem cantar, sem sentir ou se mexer. Nem que seja a cabeça pra frente e pra trás, ou os dedos batucando a mesa ou as mãos num solo incrível que sai de uma guitarra invisível. Há de se sentir.
Ainda não aprendi a dançar, mas não resisto a uma boa batida. Danço, não por saber, mas por sentir e precisar expressar mais do que sorrindo, cantando. Preciso vibrar com tudo que tenho e admiro que consegue isso com mais graça e desenvoltura do que eu. Um dia, quem sabe, eu aprendo uns passinhos ritmados mas, até lá continuando dançando, assim, do meu jeito meio sem jeito.


''Fui me perguntar, mas perguntar pra quê? eu só consigo sentir... Não tem nome, só tem sentido,"
Saulo Fernandes

sábado, 9 de maio de 2015

Cabelo, cabeleira


Há uns dias estive em uma atividade de estágio envolvida com crianças. O trabalho que fomos fazer não importa, mas um fato chamou minha atenção.
Havia crianças de vários tamanhos, cores de pele, cabelos... E todas só se importavam em brincar e aproveitar o banho de mangueira.
Uma das crianças era uma menininha linda, com um nome diferente, olhos um pouco puxados, voz baixa, pele clara e um black power. Sim, ela usava black. (Um retrato perfeito da miscigenação, mostrando que todo brasileiro veio de uma grande mistura.) As crianças aparentemente não se importavam, ela não se importava... Só queriam aproveitar o dia de sol, mas, algumas das pessoas que estavam comigo se importaram e isso me incomodou.
Uma coisa é você não gostar de algo e guardar para si, afinal, não somos obrigados a nada. Mas o que me irritou foram as piadinhas a respeito do cabelo da menina. Porra, qual o problema? Pessoas, no papel de profissionais de saúde, agindo de forma tão, tão... Nem sei como definir tal comportamento. Por causa de pessoas desse tipo que crianças sofrem bullying. Filhos de pessoas assim vêm em casa o comportamento dos pais e o refletem fora de casa. Por causa disso, as crianças deixam de se importar com a diversão e se preocupam com a aparência, em se encaixar, ficar parecidas com os demais e mudam. 
Eu posso está viajando mas para mim isso tudo e muito real. Não é difícil ver meninas por ai alisando o cabelo, mudando sua essência por que "são feias". Elas acham mesmo isso ou foi imposto de alguma forma que aqui é feio, cabelo ruim, pele escura. Ruim porquê? Ruim pra quem?
Eu mesma cresci ouvindo piadinhas por ter um cabelo denominado crespo, rebelde, sem jeito, estressado, nervoso, indisciplinado. Qual é, é um cabelo ou um paciente mental? Apesar de tudo, de todas as criticas, mantive meus cachos, porque sempre gostei de ser diferente mesmo e de desafiar os outros, que olhavam com uma cara estranha, como se eu tivesse um bicho na cabeça. Ah, como me fizeram rir!
Cabelo, pele, características físicas e psicológicas nos fazem ser quem somos e a diferença entre as pessoas é linda e enriquecedora. Imagina que louco seria se todos fossem iguais, um protótipo perfeito e idêntico da pessoa ao lado. Wow, que viagem!
Tudo bem que você não queira ter um black power na cabeça, até porque isso é um presente para as pessoas de estilo e atitude, mas precisa mesmo zoar a menina? Quem é imaturo afinal?



"Fique atento, endo um cabelo tão bom, cheio de cacho em movimento, cheio de armação, emaranhado, crespura e bom comportamento, grito bem alto, sim! Qual foi o idiota que concluiu que meu cabelo é ruim? Qual foi o otário equivocado que decidiu estar errado o meu cabelo enrolado? Ruim pra quê? Ruim pra quem?
Infeliz do povo que não sabe de onde vem. Pequeno é o povo que não se ama, o povo que tem na grandeza da mistura o preto, o índio, o branco, a farra das culturas.
Pobre do povo que, sem estrutura, acaba crendo na loucura de ter que ser outro para ser alguém. Não vem que não tem, com a palavra eu bato, não apanho"


Milionário do Sonho - Emicida

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Feliz Aniversário, maninho!

Ooooi moço! Vc sabe que não sou adepta da “rasgação” de seda, mas como estou de boa hoje e todo mundo merece seu dia de star (e hoje é o seu), lá vamos nós!
Primeiramente não esperava ganhar mais um irmão a essa altura! Haha Sério, haja irmãos... Não sei como, mas vc tem esse dom ai de cativar todo mundo com muita facilidade (me ensina cara :p) e com isso ultrapassa barreiras que nem sabe que existem. Sem contar a força de vontade né?! Que combustível é esse que não acaba nunca? Mesmo que o mundo diga que não dá você se mantém firme, porque você acredita (não deixe de acreditar em si, nunquinha). Sua força é, no mínimo, admirável. Tem um trecho de uma música que diz "Acreditar em si é vaidade necessária pra um mundo melhor", acho q combina com você. :)
O dia de hoje marca duas coisas: o fim de um ciclo e início de outro. Eu, com meu jeito autista de ser, costumo tirar um tempinho do meu aniversário para refletir. Penso em tudo q aconteceu no período de um ano, onde eu estava e onde estou agora. Vejo o quanto às coisas mudaram, amigos foram, outros chegaram... Penso também nos meus planos para o novo ciclo e onde quero estar no ano que vem. Traço metas. Aconselho, viu?! É um exercício bacana.
Só posso te desejar grandes amigos, gargalhadas (de fazer a barriga doer de tanto rir) e mais combustível para você ir bem longe, tão longe que você nem imagina que um dia chegará. Eu sei que você vai conseguir tudo que quer, sabe por quê? Porque é uma das pessoas mais teimooosas que eu já conheci e gente assim costuma não aceitar ficar no chão após uma queda, não acredita que as portas se fecham se sempre encontram um plano B, C, D... Z! (Mas encontram!).
Muita fé, muita luz, realizações e novos caminhos. Em resumo é isso q desejo.
(Rasguei mais seda do que eu esperava ><)
Pode contar comigo viu?!

Felicidades maninho, beijo.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Sobre amor antigo e verdadeiro


 
Desde criança amo praia. No tempo em que eu levantava cadinho para assistir desenhos no sofá da sala, meus avós maternos levavam todos os netos para a praia nos domingos bem cedo (éramos 5 na época). Brincávamos como se nunca tivéssemos ido ali. Eu, claro, não queria sair da água.
Tal paixão pelo mar nunca me deixou e fico feliz por isso. O mar me causa uma sensação de leveza muito boa, me encanta. Sempre gostei de passeios de balsa, barco e tudo que envolva aquela água salgada. Sentar na areia de uma praia significa aprimorar meus sentidos e me desligar do mundo. O som das ondas quebrando, o sol refletido nas ondas, o gostinho salgado que fica na pele, o frio e o arrepio vindo da brisa... Tudo me deixa em outra estação, bem longe daqui, coisa que nenhum entorpecente consegue fazer. Acho que nossa relação de puro amor se intensificou desde o dia em que encontrei a plenitude pela primeira vez.
Eu tinha quase 18 e estava numa praia, famosa por sua beleza, com uns amigos. No fim da tarde do nosso segundo dia lá, fomos dar uma volta no calçadão e sentamos em uma escadaria que levava a areia da praia. Eram quase 17H e ventava bastante. Sentamos em silêncio e contemplamos. Logo os pensamentos cessaram e veio uma sensação boa, como se o mundo fosse perfeito e eu fosse inteira. Encontrei a paz. Não sei definir bem como, mas era uma sensação que dava vontade de gritar, cantar e ao menos tempo ficar quietinha. O sorriso era inevitável, assim como o arrepio na pele. A paz invadiu meu coração ali, naquela praia que fui pensando em bagunça.
A paz não é branca como dizem e divulgam por ai. Ela é multicolorida, um prisma lindo e tem um gosto salgado.
Depois dessa experiência, encontrei a plenitude mais duas vezes e todas elas foram de frente ao mar, então como não amá-lo? Como não tentar encontrá-la sempre que puder?


Meu refúgio, meu lugar, meu mar. Longe de ti fico perdida, vazia. Te ver e não me alegrar não faz sentido. Não te ver por muito tempo é absurdo, faz mal a minha saúde (física, biológica e mental). Me perco e me acho ali, diante de ti.

E depois?

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Há poucos dias de me formar penso em como será daqui para frente: trabalho, cegueira, viagem?
Não sei se estou pronta para assumir uma vida de tantas responsabilidades, com tantas pessoas contando comigo. Não quero uma vida de prisioneira com dias e horários regrados. Sempre quis algo que me completasse e me desse liberdade. Talvez eu não tenha feito boas escolhas afinal.
E se não fosse isso, o que seria?
Acho que me aventuraria no mundo dos artistas (que povo livre!). Invejo a liberdade que eles possuem para agir, falar, pensar, vestir e ser. Reconheço que não sei cantar, mas e Cazuza? Um artista sem igual de uma energia impar e um intelecto que marcou a música brasileira.
Escrever com a segurança e personalidade da Clarice Lispector, sem se importar com o que pensarão ou se acharão correto. Cada um possui sua verdade e quem escreve possui várias. Os dois mundos me encantam e talvez eu fosse outra se estivesse em um deles.
Na atual profissão que escolhi, temos horários fixos, uniforme e um extenso código de ética que nos rege. Por que eu entrei? Iludi-me, achando que poderia dominar meu tempo e que o fato de ajudar pessoas a terem uma melhor qualidade de vida a pena. Achei que seria alguém capaz de mudar completamente a vida das pessoas
 E até é assim às vezes. Acontece que na maioria delas esbarramos com obstáculos muitas vezes intransponíveis como ser subordinada, ter pouco tempo para ajudar determinada pessoa, questões puramente burocráticas e querer ajudar quem simplesmente não quer ajuda. Penso que, se não consigo ser feliz com isso e aceitar essas questões agora, como raios vou conseguir exercer essa profissão? Como serei daqui a 5 anos se a seguir ou não?

Feliz, conformada, amarga, chata? São tantas perguntas sem respostas que tento escrever para esquecê-las. Se algum dia eu descobrir as respostas volto para contar.

Cega


Desde que nascemos, começamos a desenvolver os cinco sentidos e, a partir deles, acumulamos memórias. A visão é, para os nós, seres humanos, um dos mais importantes (se não o mais). Nascer sem esse sentido significa aprimorar os outros quatro, para compensar a falta.
Fico imaginando como será só ouvir sem conhecer o mar, ou nunca ver um sol se pôr. O que eu seria hoje sem o mar e todas as sensações que ele me causa, mexendo com todos os meus sentidos? Como seria não assistir desenho animado na infância? Essas perguntas me assustam e em levam a outras.
O que é pior, nascer sem visão ou perdê-la com o tempo?
Há alguns anos venho perdendo a minha e a sensação de não mais conseguir ver rostos ou identificar pessoas em uma foto é agoniante. Já não consigo fazer coisas básicas como ver a hora no relógio da parede ou ler um bilhete. Agora mesmo, sentada de frente ao mar, não consigo olhá-lo devido a claridade causada pelo reflexo do sol sobre ele.
É tão desesperador sentir-se impotente ao ponto de pedir ajuda algum desconhecido para ver se seu ônibus está chegando na parada; pensar que logo mais talvez eu não possa andar só definitivamente. Perder a visão agora seria automaticamente a perda da minha sonhada e amada liberdade. Como ganhar o mundo com uma mochila nas costas sozinha e sem enxergar? Como verei o tais novos horizontes, as novas paisagens?
Tento não me importar e fazer de conta que depois tudo de ajeita mas a verdade é que não sei. Não sei como, quanto isso acontecerá, mas a perda é diária. A cada dia um pouco mais se vai. E eu fico louca com isso.

sábado, 25 de abril de 2015

Cara de paisagem

Passei por ele com passo todas as manhãs, porém fui mais polida e me restringi ao "bom-dia" seguido de "precisamos conversar mais tarde". Ele já sabia do que se tratava e já imaginava o que ouviria.
Passei o dia ensaiando o que diria, mudando palavras, entonação e nada ficava bom o suficiente. No momento oportuno, já não sabia nem por onde começar. Então guardei meu coração no bolso, apertei as mãos (antigo hábito para disfarçar o tremor incontrolável) e fui.
Sentei, olhei para ele e comecei da melhor forma que consegui.
- Eu nunca esperei ter uma conversa como essa com você. Com ninguém, na verdade. O que aconteceu ontem foi um erro, um absurdo  Somos amigos há muito tempo, ou pelo menos eu achava que éramos.
Quando foi que você confundiu tudo? Passei a noite me perguntando se eu te fiz entender errado ou se você se confundiu sozinho. Sabe, eu achava nossa amizade tão bonita, pura e simples mas, só eu via as coisas assim, né?! Você desrespeitou sua família, meu namoro, nossa 'amizade', você me desrespeitou.
Se eu gostei? Não, não gostei de me sentir pressionada e forçada. Não me agradar ter meu espaço invadindo de forma tão rude. Você me magoou e é óbvio que vou ficar com era cara de paisagem para você. Como você acha que eu agiria depois disso? Que ia sorrir e pedir bis? 
Achei que me conhecia melhor, deveria saber que não sou assim.
E eu também admito dois erros: Errei ao pensar que o conhecia e que éramos amigos.
Mas, no fim das contas, isso é bom sabe?! Agora, mais do que nunca, compreendo que as pessoas interpretam muito mal e vêem aquilo que querem ver. Agora eu sei que até mesmo entre os "amigos" preciso estabelecer limites claros.
Agora, sei que preciso conhecer melhor aqueles que chamo de amigos 

Sai da sala pisando firme e com as mãos tremendo, tal como entrei. Não olhei para trás, mas sei que ele passou um bom tempo sentado, certamente olhando para o nada.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Caminhos a seguir

Esses dias eu estava pensando sobre umas sensações estranhas que venho sentindo. Hoje, com 22 anos me sinto de novo com 17. Me vejo no último ano da escola, época que me aproximei de um monte de gente, que fiz/reconheci amigos em pessoas que estavam ali o tempo todo, época que vivi coisas inesquecíveis, que fiz escolhas,  escolhas essas que me trouxeram para onde estou agora.
Minha vida poderia ter sido diferente, eu poderia ter ido para uma faculdade em outra cidade e conhecido pessoas diferentes. Quem eu seria se tivesse seguido outros caminhos? Será que eu teria crescido o quanto cresci, será que teria passado por situações que me formaram a pessoa que vós escreve? Não vale a pena pensar sobre isso por que, afinal, nunca terei essas respostas mesmo.
Hoje tenho novos amigos, sou uma pessoa diferente, melhor, mais leve? não sei bem qual adjetivo usar e agora tenho novas escolhas a fazer, novas possibilidades de caminhos à seguir e me sinto perdida com tantas portas. Temo seguir por caminhos muito "quadrados" que obriguem a ser alguém muito diferente do que sou, que me obrigue a me adequar a um padrão engessado, correto como um relógio britânico, chato. 
Quero algo que me permita ser quem sou e que eu possa tirar um tempo pra mim, nada que me obrigue a ser um robô, alguém que só pensa e fala sobre trabalho. Quero ser livre para exercer a profissão que escolhi e ainda viver uma vida de hippie. Dá pra ser? hahaha
Enxergar além das aparências, compreender aquilo que é distante da minha realidade, conseguir viver com o necessário, o suficiente para viajar e encontrar amigos de vez em quando. Ser dona do meu tempo. Não é muito o que Lhe peço.

O que me atrai

Esses dias estava lembrando, sem saudades, dos tempos em que éramos "nós". Eu via você chegar com aquela cara de sono e cheirinho de banho recém tomado para me dá um beijinho de bom-dia. Não, você não era bonito, mas eu gostava daquela sensação de casal antigo, sabe?! Não algo sem graça, mas algo habitual, algo concreto apesar de tudo. Morria de rir quando você vinha me vê assim com uma cara de quem não quer nada, mesmo que ambos soubéssemos muito bem o que queríamos. Era divertido, leve. E mesmo você não sendo nada parecido com os padrões que eu buscava num cara, eu gostava de você. 
Havia um charme que me atraia, não sei se eram os dentes levemente tortos, a autoconfiança que transparecia na sua postura (mesmo com a hipercifose torácica) ou seu jeito de andar. Ríamos juntos, partilhávamos momentos, amigos, músicas, desejos. Mesmo com o fim irremediável, vejo que fomos felizes dentro dos nossos dias limitados.
Hoje vejo que o que me atrai num cara não são os músculos salientes, nem o sorriso branco e impecável. Isso hoje mais me parece um boneco de plástico. Acho bonito mas não desejo do meu lado para dividir meus dias. Não faz meu tipo, e nunca fez na verdade.
Gosto dos caras divertidos, que gostam de música e tem algum hobbie (seja lá qual for, desde que seja algo que ele goste muito. com paixão), dos que não se importam com o superficial, dos que sabem do charme que têm mas não se acham por isso. Gosto dos caras, inteligentes, com um papo envolvente (daqueles que te mantem pressa da conversa por horas e horas), simples, completos.
Um cara que confie em si e saiba fazer uma garota sorrir não deve ser tão difícil de achar, certo?

E você, meu ex-sempre-grande-amor, fique bem e espero que ainda conserve seu charme e confiança. Tenho certeza que há alguém por ai que gosta deles tanto quanto eu gostei um dia. 

Kiss

Gosto de beijos demorados, daqueles que parecem não ter fim, os que nos fazem esquecer do tempo, da noção. Aqueles que te prendem numa bola impenetrável, sabe?! (Nada de selinho! "isso nem é beijo") Então... é disso que eu tô falando. Os melhores, os mais inesquecíveis, com certeza. Me perco e me acho ali mesmo. Acabo cativa por opção. Aceito me prender a ti sem o menor desprendimento, receio ou ressalvas. Eu, tu, nós... Posso conjugar a noite toda, principalmente usando o nós. A noite toda, a semana toda, o mês, a vida, o infinito e além. E tudo começa assim, de um simples beijo.

Por que não tenho um namorado

É comum as pessoas estranharem eu não ter um namorado. Não dizem, mas demonstram. Os íntimos perguntam sem cerimônias mesmo (acham que sou assexuada!) Não julgo meus amigos, podem mesmo questionar isso, mas o fato é que tenho mesmo motivos. Não que eu tenha que me explicar pra ninguém, mas hoje me bateu vontade de falar sobre isso.
Nos tempo de escola, quando a galera estava descobrindo o que era beijo, todos beijavam descontroladamente. quanto mais e mais demorado, melhor. Quem não beijasse era uma espécie de aliem, Por sorte, nunca me importei em ser diferente da grande maioria.
Nunca liguei muito para a aceitação nos grupos "tops" sempre fui na minha. Era uma careta, mas fazia tudo a minha maneira. Nunca gostei de usar roupas, ouvir músicas, falar gírias ou ir a festas só porque estavam na moda. Vestia, falava e ouvia aquilo que eu gostava, e até hoje sou assim (conservo no meu vocabulário palavras como bacana e brotinho).
Não cedi a essa pressão dos "amigos", é tanto que vim beijar com 16 anos. E não foi pra galera aplaudir, nem pra impressionar, foi porque eu gostava mesmo do cara e ele de mim. Parece absurdo mas... sei lá, essa ideia de seguir tendências por seguir nunca combinou muito comigo. E mesmo que digam que eu sou estranha, eu não me abalo, porque no fim das contas me importo comigo, com minha consciência e mantenho minha paz de espirito. 
Se eu quero um namorado? Com certeza! Se fico louca com a espera? De forma alguma!
Eu quero alguém comigo, pra dividir momentos, viagens, partilhar músicas, rir! Mas não faço essa busca um propósito de vida, sabe? Tenho muito planos para minha vida, embora não sabia o que farei nos próximos dias. Um de cada vez. Estou aberta às possibilidades. Se o cara estiver à dois passos, ótimo! Se tiver em outra cidade, tudo bem! 
Acredito que tudo tem o momento certo para acontecer. Se ele tivesse aparecido há uns 2 anos, provavelmente eu não teria o visto (será que ele passou por mim em alguma rua dessas?), eu estava fechada para esse sentimento. Se ele parecer agora, a história certamente será outra, afinal eu me sinto livre, leve, pronta para ele, o amor (ou o que quer que seja). 
Por muito tempo eu idealizei o cara ideal, sabe? (Culpa da disney e seus príncipes). Hoje eu sei que todos trazem seus defeitos e suas marcas, aquilo que nos torna diferentes uns dos outros. Eu sou um conjunto de defeitos ambulantes, confesso. Já melhorei muito mas sempre há algo que permanece, querendo ou não. 
A ideia de perfeição atrapalha muito, queremos ser perfeitos e queremos que os outros também sejam. Mas isso é uma viagem sem fim, porque a perfeição não existe. E as vezes, o que alguém considera um defeito, eu posso considerar o Sex appeal do cara.(Por exemplo um sorriso torto, pés tortos, timidez...  tenho uma amiga adora vesgos!)
A real é que eu não me importo em esperar o que for valer a pena. E espero o quanto eu quiser e isso não é da conta de ninguém (a ainda que seja, já sabem: Não, Ligo.)



"E nossa história 

Não estará 

Pelo avesso assim 
Sem final feliz 
Teremos coisas bonitas pra contar 
E até lá 
Vamos viver 
Temos muito ainda por fazer 
Não olhe pra trás 
Apenas começamos 
O mundo começa agora, ahh! 
Apenas começamos"
Metal contra as nuvens - Legião Urbana. 

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Nova Terapia

Tinha tudo para ser um dia péssimo: Acordar bem mais cedo que o habitual, esperar quase uma hora por um ônibus que nunca chegou e pegar um outro para ir à uma segunda parada para encontrar um ônibus que me levasse ao meu destino final; enfrentar chuva no meio do caminho (já atrasada) e passar a manhã numa reunião desgastante. Passar na faculdade para trabalhar um pouco mais (sem comer nada, vale lembrar), chegar em casa por volta das três da tarde para, (enfim!) almoçar; ao final do dia estudar um pouco mais e interromper tal processo por causa de uma discussão sem fundamento com uma pessoa sem noção. 
Mesmo assim, com tudo para dá errado, eu me vi rindo no ônibus que enfrentava a chuva, eu estava feliz  no caminho de volta para casa e cantando enquanto discutia com a pessoa sem noção. Eu estava tava feliz da vida mesmo estando em pé, num ônibus lotado às três da tarde de uma segunda-feira cansativa. 
Não sei ao certo a parcela de culpa que você tem nisso mas, acho que não me lembro de uma época em que eu conseguisse tanto sentir meu coração bater como agora. Não ria! Mas de uns tempos para cá é um exercício terapêutico fantástico sentir meu coração batendo tão rítmico e potente. É como se eu percebesse estar viva com uma frequência nunca vista. Lembro de ter ido dormir logo após falar com você e já dormir com um sorriso besta. Ao acordar vejo a mensagem: "Tenha uma boa noite, durma bem, bj.", só isso foi capaz de me causar inquietude no peito. um misto de querer bem e sentir a reciprocidade disso tudo, e você me feito tão bem! Um bem danado, que dá até medo que isso passe logo, por isso torno a repetir: fique um pouco mais.


"Dia claro madrugada, de nós dois não sei mais nada
De você sei quase nada, pra onde vai ou por que veio
Nem mesmo sei qual é a parte da tua estrada no meu caminho
Será um atalho ou um desvio?
Um rio raso? Um passo em falso?"

Quase nada - Zeca Baleiro

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Distância não mede Amor

Essa semana, conversando com uma amiga soube que o namoro dela não ia muito bem, como uma curiosa nata e confessa perguntei qual a história deles e me encantei tanto que não consegui não escrevê-la depois. Ela me disse:

"Ah, nem lembro bem quando nos conhecemos, mas acho que foi no ultimo ano do fundamental. Ficamos amigos mas só no último ano do ensino médio começamos a nos ver de outra forma. Eu era o tipo de garota impossível, daquelas que os caras nem tentavam mais chegar pois sabiam que não tinham chance. Não sei de onde ele tirou coragem para tentar (nem porque) mas agradeço por isso. Ele era aquilo que me faltava, mesmo que eu não soubesse ainda. E era tão lindo descobrir o mundo e esse sentimento todo ao seu lado. Meu primeiro beijo, meu primeiro (e espero que único) amor. Eu sabia que era um sentimento puro e verdadeiro mas que para vivê-lo enfrentaríamos grandes obstáculos, o que não tardou para acontecer.
Enfim, consegui uma bolsa numa faculdade... que ficava em outro estado. Mesmo que as circunstâncias nos dissessem para desistir, nós seguimos em frente com nosso namoro, com nosso amor. A distância veio acompanhada da sua irmã, saudade, e nos fez e faz sofrer até hoje, quarto anos e três meses de namoro.
Eu sabia que era um desafio namorar a distância mas, é tão mais difícil do que eu esperava amar assim. O sentimento não acaba, é fato, mas nos deixa tão em xeque! Como se o romance não fosse sobreviver até a semana seguinte. Mas ele persiste e cada vez mais vai se fortalecendo.
O que eu sinto por ele é algo tão forte que chega a doer, não sei descrever, mas é forte, intenso e lindo. Quando estamos juntos sinto plena certeza que isso pode durar a vida toda mas com a distância, em quilômetros, sinto receio que isso possa acabar.

Mesmo nos vendo poucas vezes por ano, sinto (e sei) que estamos fadados a ficar juntos! Já provamos tantas vezes que o nosso amor é forte, já passamos por tantas coisas juntos que já não tem jeito, ele não se livra mais de mim! Haha Quando meu chão caiu algumas vezes ele estava lá para me ajudar, me reerguer e andar e eu só tenho que agradecer a Deus por tê-lo colocado em minha vida. Tão certo assim, tão meu, tão exatamente o que eu preciso.
Agora falta pouco tempo para que possamos ficar juntos e, sonho tanto com isso que nem consigo imaginar como será, mas espero que seja tão feliz quanto desejo. Logo, logo nossas vidas estarão sincronizadas e amar e ser feliz será nossa principal regra.
Eu quero estar com ele em todas a situações, mesmo que seja só para abraçar, ou assistir tv num dia frio. Eu quero descobrir cada mania e esquisitice que a gente só descobre com o convívio diário. Quero ser a causadora de suas mais gostosas gargalhadas, partilhar alegrias e um dia, quem sabe, contar nossa história por ai. É só o que eu quero.”


Depois de tamanha declaração, fico calada, pensando sobre esse tal amor. Tão travesso, tão forte e malvado até, achando de morar em corações de corpos tão distantes, porém fez uma morada tão forte que persiste por tantos anos (e quilômetros). Só desejo amor e sorte ao casal. Eis o início da história escrita, continuem. O resto é com vocês.

Sentindo a música

Limpando a casa, me dá uma vontade louca de dançar. Vassoura vira microfone e almofadas viram plateia. É simples, leve, suave. Gostoso sentir a música assim. Uma vontade incontrolável ao sentir cada acorde, cada nota alta cantada. Não basta cantar e fechar os olhos; dançar também se faz necessário, o corpo também quer se expressar. 
Outro dia li um texto o qual dizia que devemos procurar um amor que sinta a música. Acho que sou do tipo que sente ao extremo. Do tipo de dança até no supermercado, do tipo que canta com o carro de som que passe na rua tocando uma música boa ao fundo do anúncio. Uma daquelas pessoas que canta, dança não importa onde, nem se vão rir. Eu não sei dançar, mas sinto a música e não me envergonho disso.
É essencial, quase óbvio, expressar o que aqueles acordes me fazem. Me fazem bem. Alegram a alma, entendem os sentimentos (sejam eles quais forem). Sem a música eu seria, certamente, uma pessoa triste, vazia, perdida. Não seria eu inteira, seria uma metade oca. Preciso ser eu completa, com cada passo desastrado, com cada frase desafinada, com os sorrisos somados ao arrepio na pele e olhinhos fechados. A alma sendo saciada pela música.


"Música é o relacionamento que nunca vai te decepcionar
O portal que conecta a alma ao corpo, dá vida

É o que me faz acreditar nas pessoas ainda"

Um dez! - Sérgio Dall'Orto

Vem cá, vem!


Estava eu aqui, batendo um papo com meus cachos enquanto arrumo a casa, ao som de Cícero e me recordando de nossa curta conversa de outro dia. Você disse  que estava doente, com febre, dores e mal conseguia arrumar o quarto. Naquele momento senti uma vontade estranha de ficar do teu lado, mesmo com um vírus em atividade em suas vias respiratórias. 
Eu queria estar ai, para te ajudar com o quarto, fazer um chocolate quente e assistir filme com pipoca, pra aproveitar esse clima frio que está fazendo na nossa cidade. Eu queria passar esse frio com você e foi estranho perceber que sinto falta disso, desse tempo light, de um programa de casalzinho. Hahaha  logo eu, veja só! Olha o que você tá fazendo comigo, me tornando uma piegas! Eu não havia entendido com clareza o sentido da frase “sentir saudade daquilo que nunca viveu” até agora. 
Até você.
Pode ser que isso não seja nada, que não vá à lugar algum, além dos meus pensamentos, mas e daí? Eu gosto dessa sensação, da inspiração que isso me traz, da inquietude que me causa. Isso me faz lembrar de uma música do Benito di Paula “Mas se não for amor, não diga nada, por favor, não apague esse sonho (...)”.
Gosto de sentir isso por você. Obrigada por surgir assim, de repente e só te peço uma coisa: fique.




"Fica por aqui
Vem cuidar de mim

Vamos ver um filme, ter dois filhos
Ir ao parque
Discutir Caetano
Planejar bobagens
E morrer de rir"

Vagalumes cegos - Cícero