segunda-feira, 23 de março de 2026
Membro Fantasma
quinta-feira, 19 de março de 2026
"Quem eu sou para você?"
Sim, ele teve a audácia de perguntar. Depois de tudo. E eu respondi:
Acho que você foi uma pessoa bem importante no meu caminhar. O primeiro o qual permiti que me conhecesse com toda a bagunça que era/sou e na minha vida como estava/é. Eu me permiti, a partir de sua chegada, me colocar no lugar desconhecido e desconfortável que pode ser estar em um relacionamento. Não quero com isso dizer que relacionamentos são ruins mas sim que viver um tem desconforto. Desconforto em mudar para haver equilíbrio, de entender o outro por mais que não faça sentido na própria perspectiva, mudar por realmente precisar mudar mas só o contato com o outro tornar isso evidente.
Eu permiti que entrasse em minha vida, despi minha alma e isso é muito importante, era algo muito difícil para mim. Você foi uma pessoa importante na minha vida. Importante até mesmo por quebrar toda essa confiança e espaço conquistado e construído no decorrer dos anos. Ninguém poderia me magoar tanto sem que tivesse permissão de me conhecer tão de perto.
E agora eu sinceramente não sei se você pode continuar sendo alguém importante ou se deve ter o reconhecimento da relevância e ficar no passado, como parte da minha história
Pensando na alma e na confiança me veio uma analogia simples mas bem eficaz para exemplificar isso:
É como se eu tivesse um cristal enorme, muito reluzente e frágil. Carreguei a vida toda com muito cuidado. Vc chegou, achou bonito e pediu para ver. Com desconfiança deixei que visse, mas na minha mão. Vc continuou ali, pedindo para segurar, ressaltando que era capaz e tomaria cuidado, até que um dia, enfim, deixei. Mas ficava de olho a todo instante, atenta e sempre avisava “cuidado para não cair”, “está seguro?”, “se vc quiser descansar me avisa e me devolve”, mas você não soltava e seguimos.
Com o passar do tempo eu fui deixando cada vez mais tempo você com esse cristal e já não ficava tão atenta. Você começou a deixar numa mesinha, numa cadeira, um dia até caiu de leve, mas por sorte não quebrou. Outro dia você até arriscou fazer embaixadinha e olha só, parece que não era tão frágil assim. Talvez tentasse chutar qualquer dia desses e brincar de bola. Quem sabe? Com tudo isso, você talvez tenha esquecido o valor daquilo, sobretudo para mim.
Um dia vc estava distraído e sem perceber, deixou cair. Dessa vez quebrou. Nem você acreditou, como pode, não quebrou com uma queda, nem embaixadinha, como quebrou de forma tão simples?
Eu sei que você sente saudade e quer que eu diga o mesmo. Acho que sinto falta da certeza no futuro que eu achava que tinha com você. Eu sei que com essas perguntas você busca algum tipo de certeza que há sentimentos, que o ajude, mas é que eu não tenho que te dar certezas e segurança quando você as tirou de mim. A gente teria muito custo com nossos sonhos? Sim, mas estaríamos juntos. O mundo caminha para o fim? Sim, mas estaríamos juntos. A gente está envelhecendo? Sim, mas estávamos juntos. E agora, agora não há certezas para o futuro. Você espera que eu sinta saudade mas eu sinto... Vazio.
Um imenso vazio.
segunda-feira, 25 de maio de 2020
O que eu quero antes dos 30 - 2 anos depois
domingo, 9 de dezembro de 2018
O redator - Zimbra
Talvez você só queira ler depois
Não fiz tanta questão de ser direto assim
Talvez você perceba isso depois
Nos meios dessas linhas que eu já fiz
Seguiam pelas coisas que eu falei
Mas a metade mesmo diz
Que é tudo versificação
De alguma história que eu refiz
Como é que essas coisas funcionam
Evito de ter que pensar
Que as melhores frases se foram
E não voltarão pro lugar
Pro mesmo rascunho que entrega
Milhares das informações
Que nem todo mundo
Daria uma bela matéria no jornal
Na parte de entretenimento ou coisa assim
Já que você não chega até o final
Como é que essas coisas funcionam
Evito de ter que pensar
Que as melhores frases se foram
E não voltarão pro lugar
Pro mesmo rascunho que entrega
Milhares das informações
Que nem todo mundo se apega
Faz tempo que você não escreve
Eu sinto tanta falta de ler
Seus textos fabricados em série
Escreva alguma coisa, por favor, meu bem
E lembra de assinar no fim da folha
A primeira vez com ele
sábado, 27 de outubro de 2018
Ansiedade
sexta-feira, 26 de outubro de 2018
Merthiolate
sábado, 20 de outubro de 2018
A Raiva que deu
Ele me beijou e depois de um tempinho, eu cedi ao beijo e foi bom mas começou e me subir uma... uma raiva, e eu comecei a bater nele com uma almofada (e não só ficou por ai, boatos que teve até paus e pedras) por me fazer gostar tanto mesmo sendo tão diferentes um do outro. Ele, por sua vez não estava entendendo nada e só conseguia rir, porque eu estava engraçada (já ouvi isso outras vezes, que quando eu estou irritada fico engraçada pois começo a falar alto, gesticular demais...)
Na verdade, minha raiva maior era de mim mesmo, por estar numa situação desconfortável e não conseguir mudar ou sair. Não gosto de me sentir vulnerável e gostar dele faz isso comigo, me deixa de uma situação que eu não aceitaria de forma alguma em outros tempos, uma eu de uns anos atrás. E o que fiz com essa raiva? Dissipou mas a venda caída me deixa a cada dia um pouco mais desgostosa com tudo isso e as possibilidades de futuro com tamanhas diferenças.
quinta-feira, 20 de setembro de 2018
Cores e concreto
segunda-feira, 13 de agosto de 2018
Parto (e não sei se volto)
Desde aquele dia despertaram em mim dúvidas que eu só senti no começo de tudo, coisas que ignorei para poder continuar o que nem tínhamos ainda. Fechar os olhos ajudou muito a chegarmos até aqui mas, não sei se posso continuar com eles assim, ainda mais quando você fala em casamento. Casar é um ato tão sério, e que envolve muito mais gente que apenas dois, que até pouco tempo atrás eu nem ousava pensar sobre. Quando você começou eu surtei pois não conseguia nos ver nessa posição e não entendia porque já que o amo, isso é uma consequência óbvia do amor, né? Talvez não devesse ser. Começo a ver que amor é muito importante mas só ele não basta para manter duas pessoas juntas para sempre, há outros aspectos tão importantes quanto: valores, gostos, opiniões, religião, hábitos, hobbies... quando mais pontos em comum mas fácil seguir a relação. A vida já é tão difícil, o mundo já anda tão complicado, porque complicar mais?
Se eu algum dia casar, quero que seja com alguém que eu me sinta à vontade para falar sobre tudo sem que haja uma briga depois; quero não ter restrições de temas porque sei que não vamos a lugar nenhum com o debate; quero que tenha opiniões parecidas com as minhas, até porque, se vierem filhos, como vai ser? Eu não quero filhos que pensem que discussões raciais ou feministas são mimimi; não quero ter que chorar sempre com minhas amigas porque a pessoa que “está” comigo não consegue me entender e dar o suporte que preciso.
Sabe, e isso tudo vale para você também. Você precisa de alguém que fique bem com você, uma amorosa, carinhosa, que vá para a igreja junto, sonhe em casar e ter uma dúzia de filhos. Por mais que a gente se ame seria egoísmo seguir sem questionar esses pontos. Eu não gosto de seus posicionamentos sobre questões que julgo importante e você não tem que mudar por mim, até porque isso está enraizado em você e eu não posso mudar isso.
Tentei de te trazer para minha vida e entrar na sua. Tentei me entregar com tudo que posso, das qualidades aos defeitos, das histórias boas às ruins, do corpo a mente. Por mais que seja bom, e realmente é, não é o suficiente para me manter segura e bem. Eu sempre fico com isso martelando na minha cabeça e é tão perturbador!
Eu não sei o que vamos fazer com isso, mas sei que não dá para seguir em frente com esse tanto de sirene e alarmes de segurança apitando em mim, não é bom para nenhum de nós dois continuar com isso ressoando e lá na frente não ser mais suportável. Não da p empurrar com a barriga ou fechar os olhos, não quero mais fazer isso e nem posso. Não poderia ter feito mas já está e agora... E agora?
P.S.:Um pequeno esboço desse texto foi escrito e esquecido há muito tempo e achei que nunca o concluiria pois as coisas fluíram entre nós. Fiquei triste em vê que ele era válido.
terça-feira, 31 de julho de 2018
Casa
quarta-feira, 11 de julho de 2018
O abraço dele
Amo tanto abraçá-lo! Abraço quando o encontro, quando estamos dormindo, quando ele esta fazendo o almoço, no supermercado, parada de ônibus... Não sou louca mas, em minha defesa, ele tem um abraço com cara de casa, entende?!
Ao abraçá-lo eu sinto coisas tantas coisas boas que nem minha melhor descrição seria fiel ao que sinto: uma paz ao ouvir os batimentos dele (vantagem de ser uma pessoa compacta), conforto (ele é macio), uma paz tão grande que as vezes da vontade de chorar, como se eu tivesse andado muito e já perdido a esperança de chegar, então cheguei, entende? Como se eu ansiasse por esse momento a minha vida toda, mesmo que só tenham se passado algumas horas que o vi. Nesse mesmo abraço sinto segurança acolhimento, amor. São braços quentes que quero que estejam ao meu redor o máximo de tempo possível. Quero tanto que mesmo quando brigamos eu o puxo para perto de mim e enlaço os braços a minha cintura, mesmo dormindo eu o quero perto, quero o abraço, quero estar no meu melhor lugar, minha casa.
segunda-feira, 18 de junho de 2018
"Quer casar comigo?"
sexta-feira, 4 de maio de 2018
Casamento não
domingo, 25 de março de 2018
Nota sobre despertar
Hoje, acordei várias vezes na madrugada, o que é incomum quando bebo alguma delícia etílica antes de dormir, mas acho que isso aconteceu porque você estava do outro lado da parede e eu queria estar lá, com você. Então fui, meio sonâmbula pouco antes de amanhecer e deitei, já me encolhendo perto de você. Eu gosto dos seus braços ao meu redor, teu queixo no meu pescoço, teu corpo colado no meu. Quando acordei, quando acordamos de verdade, fiquei pensando em como é bom acordar do nosso jeito. Como nos fortalecemos no bem que fazemos um ao outro e assim, nos preparamos para o dia, seja ele leve ou desafiador.
terça-feira, 30 de janeiro de 2018
Aconchego
sábado, 28 de outubro de 2017
Tentando explicar
quarta-feira, 25 de outubro de 2017
Tem que ser inteiro e não pela metade
sexta-feira, 21 de julho de 2017
"O que você sente quando te olho?"
segunda-feira, 3 de abril de 2017
Amor, humor e paciência
Humor, aaah, como é bom rir! Riso deixa a vida leve, ameniza dores devido a liberação de hormônios de bem estar, a ciência comprova (mas nem precisaria né?! se você já esteve em um roda de amigos, certamente comprova o bem estar advindo do riso). Rir para mim, é a solução de 80% dos problemas, não que resolve, calma, mas ele nos tira do pensamento negativo que bloqueia as ideias boas, as possíveis soluções. Rir é vida! Ambiente de trabalho, casa, relacionamento... sem uma boa dose de humor diária nos mata lentamente. A vida corrida nos priva de muita coisa, nos consome e a gente entra no piloto automático esquecendo de viver. Rir nos tira desse ciclo vicioso da rotina. Nos lembra que a vida é mais que esse feijão com arroz insosso que a gente insiste em comer porque é prático. Ter alguém do seu lado para rir junto, te fazer rir, rir de você, ah rapaz, é um verdadeiro presente! Por mais que o dia seja cansativo, depois de uma boa gargalhada os problemas vão até parecer pequenos.
E o amor? Ah, o que falar sobre ele?! Eu não sei definir. Ouvi uma música que dizia que o amor é a estrada em que o sonho acontece. Achei isso tão bonito que guardo em mim desde então. O amor não se define, nem se explica mas há várias formas de ser amor, de sentir amor e de cultivar amor. Esse tal amor, a meu ver, pode estar presente desde o começo ou ir nascendo aos poucos, como um brotinho.
Amor, humor e paciência formam a tríade da boa convivência, aquela que dura e é boa, sabe?! Eu nunca tentei em um relacionamento mas acredito nas minhas conselheiras e também acredito piamente que esses três juntos nos levam bem longe, talvez onde eu nunca cheguei.