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quarta-feira, 15 de março de 2017

Ciclos

(Ao som de Leve com você - Natiruts)

A vida é cheia deles, uns mais floridos, outros mais sofridos, uns no piloto automático e tem também aqueles que passam a sensação de "O que tá acontecendo aqui?".
Tem o ciclo do fim da escola, troca de emprego, fim da faculdade, início/término de relacionamento e claro, o do aniversário.
Hoje eu encerro um ciclo e começo outro. Estou com uma vontade enorme de escrever e, como não sou me conter, cá estou. Eu sempre penso sobre o ciclo passado e o que eu quero para o próximo. Penso e deixo na mente, dessa vez quero escrever para que possa avaliar melhor, no futuro. Vamos lá?
No ciclo passado aconteceu tanta coisa, foi tão importante na minha vida e tão corrido, tão puxado, cresci tanto... nossa! Parando assim para pensar... o texto vai ser longo! hahaha
No ciclo dos 23 eu engordei muito (e perdi tudo também!), fiz minha primeira tatuagem, montei meu primeiro negócio, cometi erros no investimento também. Ano passado firmei mais ainda as amizades antigas e fiz novas. Ri com amigos, conheci lugares novos, fui inspiração para outras pessoas (isso foi lindo), Perdi meu primeiro amigo pet :/ Ganhei um novo amigo pet tão lindo e carinhoso quanto o outro (talvez até mais carinhoso). Ano passado eu me decepcionei com pessoas, tentei ser uma pessoa melhor, comecei a mostrar mais meus textos e até "publiquei" meu primeiro livro físico (edição única e limitada à um exemplar - presente de aniversário para minha mãe). 
Quando paro para pensar que cresci tanto como pessoa fico besta aqui rindo para essa tela. Consegui se mais aberta a conversas, a tentar ser mais quem eu sou e deixar que vejam. Conheci um cara muito gente boa e fico feliz com a paciência que ele tem tido com meu "jeitinho meigo" de ser.
Sabe, me vi como alguém capaz de fazer mais, por tantos, por todos, por mim. Sim foi um ciclo feliz e quero que esse que está começando seja, uma continuidade das mudanças positivas. Que a felicidade e o crescimento estejam presentes e que eu possa voltar aqui com novas ideias e histórias sobre dias (incríveis) que virão.


Não importa se só tocam

O primeiro acorde da canção
A gente escreve o resto em linhas tortas
Nas portas da percepção
Em paredes de banheiro
Nas folhas que o outono leva ao chão
Em livros de histórias seremos a memória dos dias que virão


Exército de um homem só - Humberto Gessinger

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Desejos

Todo final/início de ano é assim: reflito sobre o que se passou no ano, revejo o que quero manter ou não em minha vida, revejo as metas que traçei, se consegui realizá-las ou não e por fim, traço novas metas. Metas nos movem. A partir delas traçamos a rota para alcançar nossos sonhos e eu sou feita de sonhos.
Para esse ano eu desejo ir mais longe dentro da profissão que escolhi. Quero estudar mais, trabalhar mais e contribuir para a melhoria no mundo de várias pessoas (isso me faz tão bem!).
Quero também cuidar não só dos outros, mas também de mim. Parar o álcool que não me faz bem, melhorar minha alimentação, fazer execícios, ler. 
Ah, outra coisa que eu sinto falta é mais fé. Preciso rever e reencontrar a minha. E nem falo de religião, mas de fé mesmo. "Tô precisando da fé mais que dá razão" (Saulo).
E que mal faria alguém para assistir séries comigo hein?! Alguém para enviar frases bregas e um novo destinatário para essas cartas não seria nada mal.
São tantos sonhos, tantos desejos que as vezes me pergunto se dá para fazer isso tudo. E tenho a resposta: dá sim. Querendo dá. E eu quero.
Quero finalizar o ano com a sensação de que foi melhor do que eu esperava e que eu possa me sentir muito mais abençoada do que mereço. Quero poder realizar os desejos que ainda nem sei que tenho, eu sei que é possível.

sábado, 31 de outubro de 2015

Parede em branco

Eu sei que esse momento pede que eu seja dinâmica, competitiva, que "mostre serviço". Eu sei que todo mundo tá correndo atrás do seu espaço no mercado de trabalho e que todos estão se capacitando, fazendo sua clientela e seu nome. Eu sei de tudo isso e enquanto o mundo corre contra o tempo eu quero paciência, calmaria.
Aham, tô ligada que o mundo não pára para que eu conserte minha vida e que enquanto eu fico aqui encarando essas paredes meus colegas estão correndo atrás dos seus futuros, coisa que, inclusive, eu deveria está fazendo, mas como posso pensar no futuro se meu passado ainda se faz presente e o presente é uma desordem total? Como posso avançar uma casa se me sinto estancada?
Eu nunca parei, sempre fui uma pessoa elétrica que nunca para de estudar, sair com os amigos, cantar, escrever... sempre estou fazendo um milhão de coisas, quase sempre ao mesmo tempo, mas estando nesse momento de transição eu me dei o direito de parar. Me permiti parar para refletir e respirar e acho que foi a melhor coisa que fiz em anos.
Hoje acordei e dei uma boa olhada ao meu redor, vi duas pilhas de roupas no canto do quarto e penteadeira bagunçada, havia louça na pia da cozinha, sandálias e tênis na sala junto com bolsas e livros por todo o espaço. Os móveis estavam cheios de poeira e casa precisava ser pelo menos varrida há umas duas semanas. Vi que minha casa precisava de mim e estava tão bagunçada quanto eu.
Aquela desordem me incomodou e eu nem sabia desde quando aquilo estava assim então comecei a fazer o que precisava ser feito. Era um trabalho de formiguinha mas eu também não estava com pressa. Levei meu tempo para colocar cada coisa em seu lugar.
Comecei pela sala. Sendo minha casa tão pequena este espaço acaba sendo o multifuncional e ponto de recepção e reuniões com amigos, é o primeiro ambiente da casa. Tirei os objetos da estante, limpei cada peça, mudei os móveis de lugar, mudei tudo de lugar e depois limpei cada pedaço do chão e das paredes. Percebi a sala maior, ficou tudo muito mais claro e eu acabei ganhando uma enorme parede totalmente branca, que parecia estar esperando ser ornamentada e ganhar vida.
A cozinha foi a parte mais fácil. Lavar, organizar cada coisa em seu lugar, reabastecer os armários, isso me deu muito tempo para divagar em meus pensamentos e colocar algumas coisas no lugar. Depois das compras a casa parecia ser habitada novamente (por pessoas, não vampiros). De lá segui para o mais difícil: o quarto. Lá não havia só roupa espalhada, haviam lembranças. Respirei fundo e comecei.
Coloquei toda a roupa suja no cesto da lavanderia, toques os lençóis, organizei meus cremes, perfumes e bijuterias; abri o guarda-roupas e organizei as peças lá dentro. Abri algumas caixas escondidas e lá estavam, as lembranças. Havia um monte de coisa desorganizada, muitas que nem precisavam estar mais aqui. Olhei cada peça, cada papel, cada carta, cada foto. Haviam texto que escrevi e outros que recebi. Os que escrevi me lembraram quem fui, quem eu queria ser e quem eu era agora, vi que mudei muito (envelheci bastante com o processo). Revi tudo, lembrei dos detalhes da época... Algumas pareciam tão surreis, como se nunca tivessem existido, mas as recordações estavam ali, para provar que eram verdades em algum momento. Vi algumas fotos de pessoas que pareciam ser amigas, outras de pessoas que eu nem achava que era amigas mas que estão comigo até hoje. Vi fotos minhas da infância e ri do meu sorriso de criança. Eu era uma criança meiga e fofa, afinal, quem diria?! Revi o rosto dele em algumas fotos, fazia tanto tempo que não o via! E sabe o que acabei percebendo? Que já não havia emoção ao olhar o rosto dele. A lembrança era viva, a foto foi tirada no dia da pré estreia de um filme que fomos assistir. Durante toda a sessão trocamos carinhos, sorrisos e ele fazia questão de me dar pipoca na boca a todo instante. Ele era um bom cara. Guardei a foto.
                 "Tem umas coisas que a gente vai deixando de ser e nem percebe." 
                                                     Caio Fernando Abreu

Após duas horas apenas com aquela caixa, joguei muita coisa fora, partes da minha história que não se encaixavam mais. A caixa ficou meio cheia (ou meio vazia?), abrindo espaço para novas partes de minha história que estão por vir e isso me fez sorrir. Limpei tudo e olhei para o quarto, estava visivelmente mais leve e alegre e eu também me sentia assim.
Por fim lavei o banheiro e, após, me dei ao prazer de tomar um belo banho sem pressa (desculpa Terra, economizei o máximo que pude). Lavei e hidratei o cabelo e o rosto. esfoliei a pele, usei meu óleo de banho favorito. Ao sair da banho, ainda enrolada em uma toalha com cabelo pingando, olhei para minha casa: limpa, simples, organizada e apresentável. Era um espaço aconchegante e que me fazia sentir bem por estar aqui.
Enquanto penteava os cabelos, batendo aquele papo com meus cachos, percebi que minha casa é um reflexo de mim. Eu estava uma bagunça ambulante, me sentia mal e não tinha vontade de fazer nada. Colocar as coisas no lugar em minha casa me deram tempo e estímulo para colocar as coisas no lugar dentro de mim, faz algum sentido? Simultaneamente a ordem veio, junto com a alegria e leveza. Sinto me, pronta para sair por essa porta e seguir as metas que tracei há não muito tempo, sinto que posso fazer muitas coisas e viver tantas outras,
Agora só uma coisa me incomoda: aquela parede branca pedindo para ser alegrada. Seria ela meu novo estado de espírito? Uma tela prontinha para receber histórias, cores e amores? Ainda não decidi se colocarei prateiras coloridas, fotos ou uma pintura bem viva. Talvez todos.
Agora minha casa está pronta para receber amigos e família, agora eu estou pronta para receber sorrisos e afetos. E que venham os amores!





"Eu hoje joguei tanta coisa fora
Eu vi o meu passado passar por mim
Cartas e fotografias gente que foi embora
A casa fica bem melhor assim"

Tendo a lua - Herbert Vianna

quinta-feira, 23 de julho de 2015


"Chegaste, e desde logo foi verão.
Teresa ainda não sabe se é um bom livro. Jamais saberá. Jamais terá critérios para avaliar aquilo que ela mesma escreve, Mas tampouco se deixará oscilar demais com o que os outros dirão. Isso porque suas próprias palavras ficam, para ela, num lugar um tanto quanto inacessível. Teresa dificilmente será uma boa leitora de Teresa."

Adriana Lisboa, em Um beijo de colombina

domingo, 28 de junho de 2015

Fé e religião

Esses tempos de debates religioso, leis contra a intolerância religiosa e afins me trazem algumas reflexões. Sempre fui uma curiosa e apaixonada por saberes e culturas. Por causa disso já visitei catedrais, templos, igrejas históricas católicas, igrejas evangélicas, centros espíritas... E mais um monte! Fora os livros, claro. Sempre me interessou muito compreender as religiões que nos cercam e as que agem no mundo (inclusive o islã, óbvio). Acho que procurei muito, tanto para saber quando para descobrir se me achava em algumas delas, uma vez que já me senti estranha por não ter religião alguma. 
Na minha casa meus pais sempre foram muito abertos com religião, não nos forçaram a ir ao catecismo, nem a participar de nada de igreja, então crescemos com a visão ampla de todas as possibilidades. Tentei me achar de várias formas, mas até aqui, nada.
Sabe, cada religião tem sua forma de ver e apresentar o mundo para aqueles que as sigam, isso é fato. Acontece que sou pensante, nunca fui de aceitar um "porque sim" sem questionar, sem entender o porquê, é da minha natureza querer entender, o que não é muito fácil, principalmente no cristianismo. Não creio em santos, nem brux@s, não entendo datas festivas (católicas) ou as restrições (principalmente das protestantes), pouca coisa sei sobre o budismo, não entendo o poder das encruzilhadas nem das simpatias. 
Posso está falando absurdo aqui mas a verdade é que eu sempre acreditei em Deus mas não como o descrevem por ai, não o que está no livro sagrado cristão. Acredito que Deus é um ser humilde e simples, que deseja apenas que amemos uns aos outros; um ser que não exige um ele com E maiúsculo. Não é egocêntrico e por isso mesmo é um ser superior. Que não está só no céu, mas na terra, nos rios, mares, ar e no meio de nós. Ele se mistura para pregar o amor, trazer luz e paz de espírito. Eu acredito num ser maior que esse templos grandiosos, cheios de engravatados e suas esposas com jóias e perfumes caros, Deus é mais que isso, mais que tudo isso. 
Independentemente da religião, se todos buscam a paz, o bem e sem ferir ninguém no caminho de sua busca, não importa a religião ou senhor que seguem (e servem). O bem e o amor são essenciais. Não importa se você vai rezar, orar ou oferecer,  tudo é válido se você crer que aquilo é bom, que é para o bem e que não fere ninguém.
Em minha busca não encontrei uma religião que eu consiga seguir, que eu confie que poderei ser eu e pensar livremente estando com ela. Continuarei crendo no meu Deus e com fé em mim, nas minhas escolhas, nos meus caminhos e minha capacidade de resistir e superar. Até lá, sigo com bons amigos buscando o crescimento, formas de praticar o bem, levando luz e alegria para os outros sem me importar com suas religiões (ou ausência dela).
Creio que o mundo pode ser um lugar melhor se algum dia as pessoas se preocuparem menos em criticar e tentar mudar a religião do outro e se unirem por causas maiores e mais urgentes como a fome, abandono, saúde, violência... Tenho fé em mim. Ainda tenho fé na humanidade.




"Não é preciso que a bondade se mostre; mas sim é preciso que se deixe ver." 
(Platão)

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Apenas dance

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Nos tempos de escola, todos os alunos eram obrigados a realizar duas atividades extracurriculares à tarde. Em alguns anos entrei no jornalismo, xadrez, capoeira, vôlei, teatro e dança. Nenhuma das escolas teve vida longa. Amei a capoeira e ainda penso em voltar, mas quase todos os anos eu entrava na dança, embora desistisse depois de várias faltas.
Tudo bem, ainda fiz algumas apresentações, mas nunca tive muito jeito... Odeio coreografias. A dança é o corpo cantando. Não se regra o canto, apenas o solta.  Liberta-o. A dança é a expressão não-falada do que a música faz. Passos afinados, giros soprados, piruetas combinadas ao solo de sax. Tudo faz parte de uma atmosfera à parte, só quem ama a música entende.
Image result for dança expressivaNão dá pra entrar na música, entrar de verdade, sem cantar, sem sentir ou se mexer. Nem que seja a cabeça pra frente e pra trás, ou os dedos batucando a mesa ou as mãos num solo incrível que sai de uma guitarra invisível. Há de se sentir.
Ainda não aprendi a dançar, mas não resisto a uma boa batida. Danço, não por saber, mas por sentir e precisar expressar mais do que sorrindo, cantando. Preciso vibrar com tudo que tenho e admiro que consegue isso com mais graça e desenvoltura do que eu. Um dia, quem sabe, eu aprendo uns passinhos ritmados mas, até lá continuando dançando, assim, do meu jeito meio sem jeito.


''Fui me perguntar, mas perguntar pra quê? eu só consigo sentir... Não tem nome, só tem sentido,"
Saulo Fernandes

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Sobre um modelo de amor ao próximo

"Cumpriu sua sentença. 
Encontrou-se com o 
único mal irremediável, 
aquilo que é a marca do nosso 
estranho destino sobre a terra, 
aquele fato sem explicação 
que iguala tudo o que é vivo 
num só rebanho de condenados, 
porque tudo o que é vivo, 
morre."

(Ariano Suassuna em O Auto da Compadecida)

Ontem a senhora Morte soprou aqui perto de novo. Dessa vez levou um querido amigo, que todos os dias me recepcionava com um sorriso amável, perguntando por minha terrinha e fazendo piadas (a respeito da minha distração, principalmente). Apesar da sensação de ter sido tudo rápido demais, percebo, pensando bem, que ela já o rondava, sutilmente em suas longas vestias de cetim. Há um par de meses ele estava um pouco mais calado e ausente. Algo estava errado. Não demorou para Ela abraçá-lo e afastá-lo do nosso convívio.  Ontem ela deu-lhe o Beijo, aquele que a gente espera que não ganhemos tão cedo. O dele veio cedo demais. 
No entanto acredito (e espero profundamente) que Ela tenha sido gentil e o levado pela mão, como se leva um velho e querido amigo. Espero que ela tenha vestido sua melhor túnica, que o Beijo tenha sido suave e sua viagem tranquila para o lugar que ele merece estar. Não sei como é do outro lado, mas imagino que seja num lugar tranquilo com música boa e felicidade perto de outras boas pessoas que se foram. Ele, com toda sua gentiliza, bom coração e amor incondicional ao próximo, deve estar em um lugar assim. Se formos realmente julgados e recompensados pelo bem que fizemos em vida ele, ah, meu amigo, você deve estar bem e feliz, seja lá onde for. Apesar da tristeza que me consome ao escrever essas linhas, sinto um tantinho de alívio, por saber que seu sofrimento foi cessado, por ele está finalmente livre da doença que o limitou e o afastou de nós. Agora está em paz. Livre.
Não consigo imaginar qual será a sensação de voltar àquele lugar e não te encontrar lá com aquele sorriso, as piadas e os braços abertos perguntando como foram as férias. Não consigo imaginar como aquele lugar será sem você. Acredito que a sensação de vazio vai tomar aquele lugar e todos que passam por ali, vão perceber, lembrar de você e sentir sua falta. Nessa hora eu farei uma pequena oração e talvez acabe chorando.
Nosso tempo aqui é marcado com precisão e a cada tic-tac estamos mais perto do fim que pode ser daqui a cinquenta anos ou daqui a cinco minutos. Não dá pra saber quando será o último tchau ou em qual esquina vamos esbarrar com essa Senhora que nos leva sem qualquer chance de despedida. Talvez isso seja o que dói mais para quem fica.
Mas meu querido amigo, vá em paz e faça muitas piadas e amigos por ai. Obrigada por tudo que você fez aqui na Terra, por mim e por todo mundo ao seu redor, por seu carinho e amizade incondicional. Obrigada por ser como um pai pra tanta gente que conviveu com você. Obrigada Deus por nos emprestar um ser tão bom, para nos ensinar tanto a respeito da vida, do amor ao próximo, da entrega, do bem.

"Vai com os anjos vai em paz. Era assim todo dia de tarde, a descoberta da amizade. Até a próxima vez..." (Legião Urbana)



segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Eu li num livro

Que amar nem sempre é sinônimo de dor 
Que a gente deve acreditar no destino seja o que for 
E que o sentido da vida é nada mais que o amor 


Eu li num livro 
Estava escrito nas entrelinhas 
Que um erro pode ser consertado 
E que uma pessoa não deve ser julgada apenas pelo seu passado 


Eu li num livro 
Que a esperança é a ultima que morre 
Que o covarde é o primeiro que corre 
E que um sonho as vezes é só um sonho 

Estava escrito em cada linha 
Que as vezes a culpa não é sua nem minha 
Que uma pessoa pode até viver sozinha 
Mas sempre vai precisar de alguém em seu coração 


Eu li num livro 
As palavras que eu gostaria de ter escrito 
Porque o que é belo nem sempre é bonito 
E um sussurro dito aos ouvidos 
poderá soar como um grito


André Luiz de Aquino

segunda-feira, 11 de março de 2013

Chave

O pior não é quando o coração se tranca,

pior é quando você não sabe onde está a chave…
se está com alguém, perdida ou sendo feita.


Caio Fernando Abreu

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Meio Desligada

“Ando meio desligado eu nem sinto meus pés no chão(...) Eu nem vejo a hora de lhe dizer aquilo tudo que eu decoreiE depois do beijo que eu já sonhei  (...) mas, por favor, não me leve a mal”.


Os Mutantes

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013




"Eis o meu segredo. É muito simples: só se ver bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos."
Antonie de Saint-Exupéry

Soneto 27

Cansado do trabalho, corro ao leito
Para repousar meus membros exaustos de viagem;
No entanto, inicia-se uma jornada em minha mente,
Depois que a atividade de meu corpo cessa:

Assim, meus pensamentos (vindos de muito longe)
Começam uma lenta peregrinação até onde estás,
E fazem que meus olhos sonolentos não se fechem,
Encarando o negror que os cegos veem:

Exceto que a visão imaginária de minh’alma
Traz tua sombra invisível,
Que, como uma joia suspensa no escuro,

Adorna a noite turva, a renovar seus traços.
Vê! Assim, de dia, as pernas e, à noite, a mente,
Nem por mim, nem por ti, encontram paz..
William Shakespeare

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Todas as cartas de amor


Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)




Fernando Pessoa




* Nota do Blog:
Concluo que eu estava bem apaixonada quando escrevi boa parte das minhas cartas que nunca enviei pro seu destinatário.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Nesta Hora


(...) Mal que vem pra bem querer. A nossa história só deixou um saldo bom. Ficou o frisson, que reverbera e gera em mim a primavera de um porém: será melhor fincar os pés na dor de se privar do amor ou ouvir o que o desejo vem dizer?
Vinícius Calderoni

Eu te amo você


Acho que eu não sei não
Eu não queria dizer
Tô perdendo a razão
Quando a gente se vê
(...)
Eu te amo você
Não precisa dizer o mesmo não
Mas não quero te ver
Me roubando o prazer da solidão
Kiko Zambianchi

terça-feira, 30 de outubro de 2012

HG


 “Tudo bem, não é pouca coisa olhar para o espelho e enxergar o próprio coração.”
Do livro Nas Entrelinhas do Horizonte – Humberto Gessinger

Ah, vida real!


“É raro que, na vida real, possamos ter o melhor de dois mundos, ficar com a lenha e se aquecer com o fogo. Quase sempre é preciso escolher. Com o tempo, a gente se acostuma a abrir mão de algumas coisas em favor de outras. Até aprende a conviver com a possibilidade de ter feito a escolha errada. Afinal, a dúvida é o preço da pureza. No fim das contas, é isso que nós somos: as escolhas que fazemos.”

Do livro Nas Entrelinhas do Horizonte – Humberto Gessinger

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Falsas Crenças




   Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada. Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável. Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável. Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto. Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém.


John Lennon

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Conquiste

"Só ganha a felicidade quem acorda todos os dias disposto a conquista-lá."

domingo, 25 de setembro de 2011

Segundo Fernando Pessoa

"O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração."