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quarta-feira, 25 de março de 2026

Tá nas bases

Hoje sai de casa com muitas missões, muitas burocracias a resolver e umas coisas para comprar. Tratei de vestir uma roupa coringa e confortável (aquele macacão verde lindo!), arrumei o cabelo e fiz uma maquiagem bem básica. Olhei no espelho e aprovei o resultado, lembrei da última vez que usei esse macacão e o sorriso sumiu por alguns microssegundos.

Enfim, segui com minhas coisinhas e enfim chegou o momento das compras. Gosto muito da sensação de gastar meu suado dinheiro. Não por simplesmente gastar, mas por ter condições de comprar o que quero/preciso na hora da minha vontade/necessidade. Entrei em uma loja, bem serelepe, com óculos escuros, fone no ouvido ouvindo Metal contra as nuvens, da Legião Urbana e bolsa pendurada até que uma (des)querida confundiu-me com uma funcionária (queria saber onde tinha alguma coisa). Mesmo eu estando de óculos, bolsa e com uma roupa que nada tinha a ver com o uniforme da loja. 

Sabe o nome disso? Racismo estrutural. Não foi a primeira, nem a última. Mais um “caso isolado”.

O racismo estrutural é uma forma de descriminação enraizada na sociedade que normaliza desigualdades raciais através de práticas políticas, econômicas, jurídicas e sociais. Ele funciona como a engrenagem base da organização social, favorecendo um grupo racial e prejudicando outros, sendo um fenômeno coletivo e sistêmico, não apenas individual. Assim disse o Google. Na prática, isso diz que corpos negros são vistos como subservientes com muita naturalidade. A tal mulher provavelmente não pensou antes de perguntar pelo item que buscava no impacto da frase, não pensou em porquê achou que eu, com aquela skin, poderia ser uma funcionaria disponível a servi-la. 

Eu já passei por isso outras vezes, nem teria como contar quantas, mas essa foi a primeira vez que eu respondi. Quando ela perguntou eu estava em movimento e não parei para responder, mas disse "não, estou com bolsa e de óculos, tenho cara de está trabalhando aqui?" não olhei para trás nem esperei resposta, mas espero ter devolvido o desconforto.

Espero que da próxima vez (por que sempre tem a próxima) eu consiga responder melhor. 

Espero que demore mais até a próxima vez.

Espero que meus filhos não passem por isso (ou sejam melhores de resposta do que eu).


"(...) vi meu povo se apavorar
E às vezes eu sinto que nada que eu tente fazer vai mudar
Autoestima é tipo confiança, só se quebra uma vez
Tô juntando os cacos (...)
Sou antigo na arte de nascer das cinza
Tanto quanto um bom motorista é na arte de fazer baliza
Eu tô na arte de fazer"
Corra - Djonga 


Com a fé de quem olha do banco a cena
Do gol que nós mais precisava na trave
A felicidade do branco é plena
A pé, trilha em brasa e barranco, que pena
Se até pra sonhar tem entrave
A felicidade do branco é plena
A felicidade do preto é quase

Olhei no espelho, Ícaro me encarou
Cuidado, não voa tão perto do Sol
Eles num guenta te ver livre, imagina te ver rei
O abutre quer te ver de algema pra dizer: Ó, num falei?!

No fim das conta é tudo Ismália, Ismália
Quis tocar o céu, mas terminou no chão

Ela quis ser chamada de morena
Que isso camufla o abismo entre si e a humanidade plena
A raiva insufla, pensa nesse esquema
A ideia imunda, tudo inunda
A dor profunda é que todo mundo é meu tema
Paisinho de bosta, a mídia gosta
Deixou a falha e quer medalha de quem corre com fratura exposta
Apunhalado pelas costa
Esquartejado pelo imposto imposta
E como analgésico nós posta que
Um dia vai tá nos conforme
Que um diploma é uma alforria
Minha cor não é um uniforme
Hashtags PretoNoTopo, bravo!
80 tiros te lembram que existe pele alva e pele alvo
Quem disparou usava farda (mais uma vez)
Quem te acusou, nem lá num tava (banda de espírito de porco)
Porque um corpo preto morto é tipo os hit das parada
Todo mundo vê, mas essa porra não diz nada

Olhei no espelho, Ícaro me encarou
Cuidado, não voa tão perto do Sol
Eles num guenta te ver livre, imagina te ver rei
O abutre quer te ver drogado pra dizer: Ó, num falei?!


No fim das conta é tudo Ismália, Ismália
Quis tocar o céu, mas terminou no chão
Ter pele escura é ser Ismália, Ismália
Quis tocar o céu, mas terminou no chão
(Terminou no chão)

Primeiro, sequestra eles, rouba eles, mente sobre eles
Nega o Deus deles, ofende, separa eles
Se algum sonho ousa correr, cê para ele
E manda eles debater com a bala que vara eles, mano
Infelizmente onde se sente o Sol mais quente
O lacre ainda tá presente só no caixão dos adolescente
Quis ser estrela e virou medalha num boçal
Que coincidentemente tem a cor que matou seu ancestral
Um primeiro salário
Duas fardas policiais
Três no banco traseiro
Da cor dos quatro Racionais
Cinco vida interrompida
Moleques de ouro e bronze
Tiros e tiros e tiros
Os menino levou 111 (Ismália)
Quem disparou usava farda (meu crime é minha cor)
Quem te acusou nem lá num tava (eu sou um não lugar)
É a desunião dos preto, junto à visão sagaz
De quem tem tudo, menos cor, onde a cor importa demais

"Quando Ismália enlouqueceu
Pôs-se na torre a sonhar
Viu uma Lua no céu
Viu outra Lua no mar
No sonho em que se perdeu
Banhou-se toda em luar
Queria subir ao céu
Queria descer ao mar
E, num desvario seu
Na torre, pôs-se a cantar
Estava perto do céu
Estava longe do mar
E, como um anjo
Pendeu as asas para voar 
Queria a Lua do céu
Queria a Lua do mar
As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par
Sua alma subiu ao céu
Seu corpo desceu ao mar"

Olhei no espelho, Ícaro me encarou
Cuidado, não voa tão perto do Sol
Eles num guenta te ver livre, imagina te ver rei
O abutre quer te ver no lixo pra dizer: Ó, num falei?!

No fim das conta é tudo Ismália, Ismália
Quis tocar o céu, mas terminou no chão
Ter pele escura é ser Ismália, Ismália


Ismália - Emicida

segunda-feira, 25 de maio de 2020

O que eu quero antes dos 30 - 2 anos depois

Há pouco mais de 2 anos eu e uma amiga escrevemos o que desejávamos ter ou fazer na vida quando chegássemos a casa dos 30 anos. Pois bem, hoje estamos na casa dos 27 e, revendo a lista vi que muita coisa mudou, muitas coisas não realizei e outras não são mais prioridades. Fiquei pensando como as coisas mudam e a gente ainda assim tenta planejar e com prazo de realização. A realização pode vir de imediato ou tardiamente, agora acredito que tudo esta de acordo não com nosso pensar mas com a intensidade de nossa fé e perseverança em vários aspectos além do simples querer.
Diante de tudo isso fiz uma nova lista, dessa vez sem prazo e mais realistas (suponho)
Vou deixar registrado aqui para reler futuramente:

01 - Confiar cada dia mais nos planos de Deus
02 - Conseguir pagar minhas contas sem sofrimento
03 - Me organizar para ter lazer em doses necessárias para os dias e semanas
04 - Fazer uma boa viagem anual
05 - Abraçar mais e sempre
06 - Casar e conviver de forma harmônica com nossas diferenças e desafios
07 - Apoiá-lo e encontrar apoio nele
08 - Manter minhas amizades sempre fortes
09 - Está sempre bem para ajudar os outros, mas ter contar com quem contar quando não estiver bem também
10 - Pensar em Iniciar um mestrado
11 - Encontrar na família muito mais harmonia que desavenças 
12 -Trabalhar para ter minha casa cada vez mais aconchegante
13 - Estudar mais e sempre aquilo que gosto e acredito
14 - Escrever mais e colocar isso como um exercício diário, para quem sabe algum dia, fazer um livro

Pensei em mais itens mais seria redundante, tudo em essência esta ai. É  fixo? Não, nunca é.

sábado, 25 de agosto de 2018

A luz que o outro traz

Acordei já me sentido cansada, assim como ontem, anteontem, semana passada... Os dias não têm sido como eu imaginava. As vezes me pergunto se estaria me sentindo assim se tivesse feito outras escolhas, sei lá, nem vale muito a pena né?! É aqui onde estou agora.
Saio cedinho e as alegrias do dia ainda estão em ajudar os outros, ainda bem que posso, mesmo que o tanto que eu faça não seja reconhecido e eu seja tratada com mais desdém que uma aluna de primeiro período e não como a profissional que me esforço para ser.
Fiquei feliz que esse dia chegou, cheio de atividades externas, o que me proporciona sair daquele ambiente que me desanima. Mesmo tento um turno lá pelo menos eu estaria bem ocupada dessa vez.
Cheguei para meu atendimento no horário habitual, organizei minhas coisas, vesti o jaleco e esperei os prontuários chegarem. Enquanto não vinham, observei a sala. Um espaço de mais ou menos 3m², teto alto, paredes pintadas de amarelo com várias partes caindo, deixando transparecer o branco de uma tinta anterior e cheias de infiltrações. A iluminação também não é muito boa e há um cheiro de mofo e insetos quando ligo o ar condicionado (antigo, barulhento e que pinga dentro da sala), o que deixa o ambiente pouco confortável até mesmo para mim que mal noto o lugar hoje me dia. Acho que me habituei. 
As cadeiras são antigas, de metal, pintadas em um tom marfim e se arrastadas fazem um barulho bem irritante. A mesa á minha frente tem um tampo de granito cinza e é instável, de modo que se eu não me apoiar corretamente quando for escrever ela fica pendendo para um lado e para outro. Por mais que eu soubesse (ou achasse que soubesse) da realidade da atenção básica no país, não imaginava que estaria numa lugar assim. Dei mais uma rápida olhada, suspirei e decidi que já era hora de começar.
O primeiro caso foi uma senhorinha fofa, com cara de vó que faz bolo e crochê pros netos, sabe?! A consulta foi proveitosa pois vi nela vontade de mudar e permissão para que eu possa ajudar e isso vai me dando doses de alegria, por saber que estamos plantando uma boa sementinha ali, que o tanto que estudei e estudo vai servir para dar qualidade de vida a alguém que pouco conheço mas me importo.
Parcialmente revigorada, chamo o segundo paciente do dia, e ai vem ele. Mal sabia o que me esperava: um rapaz educado, inteligente, de 6 anos, acompanhado por sua mãe. 
Ele usava um óculos com armação estilosa, tipo de nerd e estava todo arrumadinho. Uma graça. Contou-me sua história muito bem e sozinho, conversava bem e eu já estava animada com aquela criança. Sabe, materno-infantil é uma área que eu gosto bastante e pretendo seguir; atender crianças me faz entrar num outro modo da minha profissão, no qual eu tento deixar essa criança o mais confortável possível, não usado palavras difíceis, brincando e respeitando suas preferencias dentro do possível para exercer meu papel.
Em determinado momento a mãe me contou que ele havia comentado em casa que, caso eu o restringisse de algo que ele gosta muito, não ia querer me ver mais e, por mais que fosse algo que eu não indico, era algo que poderia ser mantido por enquanto. Com isso ganhei a confiança do rapaz a minha frente. Ponto pra mim.
Terminei minha avaliação, sondando o que ele gostava e não gostava e fiz alguns acordos, tentando melhorar o que ele gostava. Ao final ele parou, solenemente, e disse: Tudo bem, eu vou fazer tudo isso que você pediu, estou fazendo um juramento com você." Nesse momento ele estendeu a mão direita com quatro dedos flexionados, mantendo apenas o mindinho estendido. Sim, ele estava fazendo um juramento do dedinho (aliás, do mindinho, como ele mesmo me corrigiu) comigo.
Aquilo me pegou de surpresa. Aquela inocência e seriedade que ele estava depositando no nosso momento me desconcertou de um jeito que eu não estava preparada, só em lembrar sinto as lágrimas arderem nos olhos. Sabe quando você esta fazendo um esforço colossal para se manter firme e vem alguém sorrindo e diz algo que lhe conforta de algum modo? Foi tão revigorante, tão belo, mesmo naquela sala de pouca ambiência, mesmo no local que eu pouco sou reconhecida pelo meu trabalho, ali com o dedinho estendido aquela criança brilhou. Brilhou de um jeito que na simplicidade (para muitos) do seu gesto foi a luz que eu precisava e não sabia, ou sabia e fingia que não precisava por não saber onde encontrar.
E quantas pessoas a gente encontra disposta a iluminar nossos dias, não é?! Quantas vezes a gente corre da luz com medo de cegar, nos acostumamos a sofrer calados ou reclamar sem ação, sem tentar mudar.
Crianças são a representação do recomeço, esperança, são verdeiras, tão e transmitem sinceridade. Nos últimos dias eu me encontrava num estado de cobrança e autocobrança frequente, pensando no futuro e me sentindo inerte, sem certezas. Tenho me desgastado com situações que me fazem mal e por mais que eu tente não pensar, hora ou outra elas vêm. Momentos como esse, com essa criança de 6 anos, que durou menos de um minuto, mudou minha energia e eu duvido que em sua inocência ele soubesse que poderia tanto com aquele dedinho solene.
Segurei-me para não chorar ali, mas em casa me permiti senti, deixar ir o que me incomodava e não merecia estar mais em mim. Fiz um juramento comigo mesma: lembrar daquele momento ou similar, quando me sentir esgotada. Buscar pessoas que transmitam luz e levar aos outros também. Estar entre iluminados nos afasta das sombras e reacende o caminho que vez ou outra some.
Rapazinho, muito obrigada por confiar em mim e me relembrar do bem que uma criança pode fazer. Já estou ansiosa por sua próxima visita.

"Vamos fazer o juramento do dedinho mindinho

Juntar o meu mindinho com o seu mindinho 
Então fechou o trato tá feito."

domingo, 24 de junho de 2018

Ela e Eu por mim



É engraçado como começou isso tudo. Lembro que a conhecia da escola e até estudamos numa mesma turma por vários anos e, mesmo tendo amigos em comum e frequentando os mesmo lugares, só nos aproximamos no último ano da escola e isso só cresceu quando acabou, o que também é curioso já que a tendência é se afastar depois que a rotina muda, os hábitos, ares. Mas nós não, somos do ar e isso nos une, quero dizer a astrologia foi um dos assuntos que nos trouxe para perto uma da outra, assim como música, vinhos, escrita, livros, mar, fotos, crises existenciais e conversas profundas noite a dentro. 
Na escola não éramos amigas. Ela era do tipo popular enquanto eu tentava passar despercebida, mas confesso que sempre achei que seria uma amizade interessante porque eu curtia as ideias dela, a vibe. Ela parecia ter uns pontos de vistas mais elaborados que o resto da turma e dava para imaginar as conversas indo longe a partir daquele ponto. Hoje em dia somos amigas do tipo “muito amigas”, do tipo que conversa sobre cada acontecimento relevante não importa o dia nem a hora. Do tipo que eu considero a voz dela como a da minha consciência e, se eu tiver meio desorientada falo com ela, o que ela aconselhar eu faço sem questionar o que é interessante porque sou do tipo rebelde e questionadora, mas não com ela. Por que eu confio, sabe? Acho que ela me conhece como poucas pessoas, pois tem uma sensibilidade aguçada (acho que é esse Marte, mercúrio...) tem interesse. Ela funciona como um diário que fala e anda, qualquer coisa de mim, acredite, ela sabe. E minhas viagens, ela entende (nem eu sei como, já que nem sempre eu mesma entendo).Mesmo com a rotina diferente, mesmo com profissões diferentes e morando e cidades diferentes, somos amigas-irmãs.
Da escola para cá muita coisa aconteceu, muita coisa mudou. Hoje eu consigo ser mais aberta, sincera, contar mais com as pessoas. Hoje eu a vejo feliz apesar dos perrengues, vejo a mulher forte, que ela sempre foi, enfrentando um leão por dia e rindo. Vejo ela ficar cada vez mais serena e em paz com sua espiritualidade e é feliz ver isso pois eu acompanhei uma parte de seus obstáculos até aqui, e sei que não foi fácil. Espero estar presente em mais momentos, seja para comemorar ou para consolar, chorar junto, porque somos assim: estamos e somos uma para a outra, não importa o dia ou hora.
Gratidão a Deus e a vida por ter alguém assim no meu caminho, na minha história. Amo você, viu?! 💗
O outro texto, na versão dela, está aqui!

P.S.: Amiga, desculpa a demora, no WhatsApp o porquê.
P.S 2: Sou muito sem jeito para falar de mim, cês entendem, né?!

terça-feira, 19 de junho de 2018

Variações do mesmo tema

Ooooi!

A partir de hoje estarei alimentando um novo marcador Variações do mesmo tema em conjunto com a Liz, do Fazendo Morada
Funcionará assim: Escolheremos títulos/temas para escrevermos, cada uma a partir de seu ponto de vista, sem muita conversa a respeito previamente, e depois colocaremos o link do texto da outra nos comentários, assim podem ler um e em seguida já ver o próximo. Nossa intenção é comparar nossos pontos de vista, não de forma competitiva para ver quem é melhor ou pior e sim para visualizar as diferenças de acordo com a história e experiências de vida de cada uma porque, ter a mesma idade, nascer na mesma cidade, ter amigos em comum, gostos comuns, signos do ar e etc, não é suficiente para prever certos posicionamentos a respeito de algo.
Então é isso, espero que esse marcador seja muito alimentado e que sempre seja uma experiência interessantes descobrir coisas novas, tanto em mim quanto nela.

Ótima leitura a todos, ótima escrita para nós!


sábado, 24 de fevereiro de 2018

O que eu quero antes dos 30

A ideia veio de uma amiga e eu me empolguei na hora com a pergunta, primeiro porque eu gosto de pensar na vida, traçar metas, planejar. Segundo por que amo listas. Então, vamos?
Quantas vezes na vida perdemos uma oportunidade por não estarmos prontos para ela? Traçar metas é mais que sonhar, é dá subsidio aos sonhos para que eles sejam projetos. Projetos realizáveis. E eu amo isso. Amo ter uma lista de coisas tracejadas por já ter realizado, cumprido e é por isso que estou sentada aqui agora, para traçar alguns planos para os meus próximos 5 anos. Graças a Deus, já alcancei algumas coisas que eu queria para minha vida quando mais nova, então acho que estou no caminho.

Em 5 anos quero:
- Estar concursada;
- Ter meu próprio negócio;
(com esses dois já dar para ter a sonhada estabilidade financeira, né?!) 
- Fazer meu curso de microfisioterapia;
- Fazer cursos na minha área, pelo menos um por ano;
- Mais uma pós graduação ou mestrado;
- Ter minha casa/apartamento projetado, com móveis sob medida, varanda com plantinhas, piso porcelanato, uma adega com os mais variados vinhos, cozinha com cooktop e panelas antiaderentes da polishop kkkkk, tudo bem lindo *-*;
- Fazer viagens para lugares novos, uma ou duas vezes por ano e pelo menos uma grande e inesquecível viagem;
- Aprender idiomas. Português e mais um ou dois (Não me julgue! Vai dizer que sabe usar aquelas orações subordinadas?! Seeeei...)
- Estar no casamento das minhas amigas, se possível como madrinha;
- Casar? Será? Pode ser, né?! É uma boa ter alguém por perto para dividir a vida
- Ser mãe de uns 3 ou 4 bebês de 4 patas *-*
- Falar nisso... ser mãe já não me parece algo tão absurdo, mas veja bem, realmente não é uma das minhas metas de vida, eu já falei sobre isso aqui. Porém... Se algum dia eu ficar doida e tiver um, que seja antes dos 30, ah! e ele(a) não poderá ser filho(a) único(a), porque acho crianças assim muito sós e ter irmãos é uma verdadeira benção por inúmeras razões.
- Me envolver ativamente em algum projeto social, tenho algumas ideias já mas não defini bem ainda, espero firmar e executar as ideias até os 30.
- Escrever e publicar um livro, nem que seja uma tiragem baixa, só pros meus fãs de carteirinha (ler-se amigos e família).
- Poder olhar essa lista e ver os itens riscados por estarem cumpridos.

É isso, vou ficar voltando aqui de vez em quando para rever os itens e se possível marcar como feito. E você, o que quer antes dos 30?

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Quando as estrelas se alinharam

Sim, faz tempo que não escrevo.
Não, não estou com tempo livre, mas quero escrever mesmo assim.
Sim, eu arranjo tempo quando quero.

Resultado de imagem para astrologia tumblr

Lavando a louça eu penso em tanta coisa! Esses dias mesmo estava lembrando de algumas situações e conversas e me veio o conteúdo desse texto-conversa. Sei lá, é tão engraçado como nos aproximamos de pessoas e como mantemos o contato apesar de todas as agendas e estilos de vida. Para hoje tenho uma história engraçada.
Não lembro mês ou ano, mas eu tinha passado a tarde na casa de uma amiga conversando muito, ela me acompanhou metade do caminho de volta para minha casa e, no ponto final, paramos e ficamos conversando mais e mais. É sempre assim, se deixar a gente conversa por hooooras e nem sente, flui bem, tanto as ideias quanto as viagens. Lembro que no meio dessa conversa fomos parar nos signos e eu, que sempre gostei muito, falei sobre ascendente, lua, mapa astral... BUM! Foi o suficiente para arranjamos uma forma de "endoidarmos" mais.
Desde criança sempre gostei de coisas exóticas: quiromancia, astrologia, grafologia, linguagem corporal, (sabe como é, meu aquário comporta muita coisa) esse lance todo de auto conhecimento, interpretação de tendências e traços de personalidade são assuntos que me fascinam há tempos mas nunca me aprofundei em nada. Até aquele dia.
Pouco tempo depois já fizemos o mapa dela e encontramos muitas semelhanças com o meu mapa. Começamos a estudar e logo esse virou um tema fixo nas nossas conversas, pessoalmente ou online e era muito bom porque nessas conversas acabávamos falando mais e mais e assim nos aproximando, nos conhecendo (nunca se conhece alguém completamente, não importa o tempo que se conheçam). Um dia, reunidas com outras amigas dos tempos de escola, alguém entrou no assunto astrologia, e eu lembro que tentei não ser a louca dos signos, mas não tinha mais jeito, eu era. E descobri que todas eram! Como é bom encontrar pessoas para viajar nas ideias com você. Por mais que pareça absurdo eu gosto de pensar que os astros podem me mostrar alguma coisa, algo "escrito nas estrelas", sabe?! Gosto disso.
Logo criamos um grupo via WhatsApp e quando possível nos reunimos também (o que é raro, com as vidas corridas - todo mundo correndo atrás do seu crescimento e desenvolvimento no mercado de trabalho, aliás, na vida). Temos uma agenda de estudos astrológicos e, de verdade, eu jamais imaginaria que me aproximaria tanto de vocês, depois de tantos anos, através da astrologia, sério. Posso contar a história de cada uma de vocês na minha vida? (Dãã, claro que posso! O texto é meu), vou seguir a ordem cronológica e não darei nomes para manter o perfil anônimo da página.
(Corta, estou com preguiça. E nem sou obrigada.)
De modo geral todas nos conhecemos na escola: uma no fundamental I, e as outras duas no II. Engraçado que durante toda a fase escolar eu era bem próxima de uma, me afastei um pouco de outra e mal tinha contato com a terceira. Já na faculdade, mantive o contato com a primeira, me afastei ainda mais da segunda e incrivelmente me aproximei bastante da terceira (hoje, inclusive, é uma das minhas melhoras amigas). Com a descoberta dos nossos interesses por astrologia nos aproximamos significativamente e voltamos a fazer parte da vida e dos dias uma das outras. Nunca mais fomos as mesmas Astros fazem parte de um dos assuntos, mas através deles pudemos compartilhar nossas histórias engraçadas, neuras e frustrações, nos fizemos amigas novamente e isso, em tempos de hoje, é incrível!
Se eu passasse cada segundo do ciclo de Saturno agradecendo por tudo que tenho, seria pouco. Sou extremamente grata, entre outras coisas, por estarmos alinhadas, assim como nossas estrelinhas e por podermos aprender juntas, seja sobre astros, nós, nossos boys ou sobre a vida. Agora eu sei o que significa uma vênus em áries ou aquário, uma lua em câncer e um ascendente em capricórnio, coincidentemente (ou não) agora entendo um pouquinho mais sobre vocês também.
Estamos juntas (em movimento direto), ainda que a lua esteja em leão, que a Vênus ou Mércurio estejam retrógrados ou algum planeta em Peixes; ainda que a vida seja zueira, mesmo que sem tempo e "adultecendo".

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Não é sua culpa

Olha, hoje não estou em um bom dia, de modo que, desculpa, mas vou desabafar aqui mesmo, com você, que não tem nada a ver com isso, só está passando por aqui, eu sei, mas vai ser você.
Só escrevi três linhas até agora e já estou irritada porque não consigo distinguir as letras que digito. Nem o teclado estou vendo bem, avalia a tela. 
Queria continuar, mesmo agora, sendo aquela pessoa que faz as piadas mais escrachadas de si, mas hoje... não dá. Tô bad!
Ouvir, aos 23 anos, que perdeu mais de 75% da visão em ambos olhos não é algo muito animador. Faz pensar no futuro e dá medo, muito medo. Pensar no quanto preciso dos meus olhos e sentir que eles simplesmente não estão aptos para continuar vendo cores e traços é desanimador. Muito foda.
Eu queria fazer de conta, até para mim, que estou animada com as alternativas, mas não. Hoje eu só queria passar o dia deitada, com os olhos fechados para não ter que ver esses borrões por todos os lados, se quer meu rosto me é nítido no espelho. Estou tão amarga! Quero brigadeiro para adoçar a vida e as expectativas. Quero nitidez para ler meus livros, estudar, assistir tv ou cumprimentar as pessoas sem fazer careta tentando reconhecer seus rostos à distância mínima. Hoje estou cansada de me esforçar tanto para enxergar e vê apenas rascunhos mal feitos, borrões de uma realidade que não me quer. Parece que corri uma maratona e ainda estou extremamente longe da linha de chegada. Cansada, acabada e ainda perdedora.
Quero mais do que esse tão pouco que há, quero tanto que até estou escrevendo isso para provar para mim mesma que posso escrever, mesmo que com enormes borrões, apesar da fonte ampliada. Quero ter força para dizer a essa patologia "ei colega, sei da sua existência aqui, mas eu posso com você! Sou durona, viu?!" mas hoje não vai dar. Hoje ela está ganhando. Ontem também. Tá, há algum tempo ela vem ganhando.
Desculpa chegar aqui assim e despejar essa energia tão negativa em você, que não queria, juro, mas não posso falar essas coisas para os que me amam, eles torcem tanto... Não gosto de roubar esperanças. Acontece que tá foda ser forte por mim e por todos, então hoje eu resolvi descansar, por mim. Mas ó, obrigado por me aguentar durante esses 6 anos, sempre em todos os momentos. Você é um ótimo "ouvinte" e é por isso que amo tanto você, Páginas-de-um-diário-real. Na próxima visita vou tentar te trazer palavras (e sentimentos) mais alegres. 
Beijo!


P.S..: desculpe os erros ortográficos.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Senta aqui, vamos falar sobre saudade

Ontem saudade foi o assunto que mais vi nas redes sociais, disseram que 30 de janeiro é o dia dela. Engraçado, um dia para lembrar a existência da saudade. Quem sente, sentiu ontem, sente hoje, sentirá amanhã... Não há dia, nem hora para a saudade. A safada chega quando bem quer, sem nem mesmo ser convidada.
Li muita citação bonitinha e fui dormir pensando sobre. Fiquei pensando, há tanta saudade nesse mundo e tanta ainda a ser. Eu tenho tanta saudade em mim que me admira não viver em nostalgia. Há saudade de momentos, sentimentos, pessoas, lugares, cheiros, sabores, sensações, músicas que ouve-se uma vez no rádio e nunca mais. Saudade daquele riso que veio do nada ou do arrepio em reação a um cheiro. Saudade do que não se viveu, do que não riu. Saudade de quem se foi e de quem virá.
É tanta saudade que pode caber em uma pessoa que me pergunto se isso significa que tem se vivido uma vida boa, com um passado bom de se lembrar ou se indica um presente mal vivido, sem sal. O que é a saudade? Tem remédio? Tem contra indicação? Ao persistirem os sintomas que médico deve ser consultado? 
Pensar sobre saudade dar margem a tantas perguntas... Saudade tem nome e endereço? (Sim! Ou pelo menos, quase sempre) Saudade mata se apertar demais? E por falar em saudade, quando é que ele vem? Tenho que o entregar uns tantos beijos que ainda não dei... 
Saudade é uma coisa que quando aperta só cessa com abraço apertado, demorado. Saudade nos leva, ainda que distantes, para onde queríamos estar. Essa tal saudade é coisa de gente que sente, sente muito e sente tudo. Gente doida, eu hein...

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

2017 (só vem!)

Primeiro texto do ano! Tanta coisa acontecendo de uma vez que, sinceramente, nem tô processando tudo, nem tô escrevendo para organizar em mim. Vai ver por isso que me sinto o tanto perdida, estranha, sei lá. Poderia escrever sobre um monte de coisas mas, para o primeiro texto do ano, queria algo "pra cima", algo que me desse mais que pessimismo. Quero esperança. E por isso resolvi listar aqui minhas metas para o ano. Geralmente escrevo em uma agenda que fica guardadinha, longe dos olhos curiosos mas, não custa mudar um pouco vez ou outra. Vamos lá?

- Estudar, estudar, estudar. Quero estudar mais e melhor os assuntos abordados na minha pós, quero estudar mais SUS, atenção básica... Quero estudar para concursos e inglês também. Estou pensando em um mestrado para o ano que vem então preciso me preparar desde já, com um projeto bacana, cursos capacitantes... Esse ano quero me dedicar mais ainda aos meus pacientes, seja onde for;

- Escrever mais. Ano passado coloquei na cabeça que devo escrever mais sobre aquilo que gosto: minha profissão. Quero que o ato de escrever seja mais que um hobbie, que isso possa levar informações concretas para pessoas da área e curiosos. Pretendo usar mais as redes sociais e todas as mídias possíveis para divulgar meu trabalho, o que não é tarefa fácil mas vamos tentar!

- Escrever mais aqui também e nos meus outros blogs ;*

- Cuidar mais de mim. Isso inclui meus cachos, minha pele e meu corpo torto e flácido kkkkkk Quero melhorar meu condicionamento físico e força e claro, se possível, não sentir vergonha de usar um biquíni de vez em quando.

- Ah, me alimentar melhor também! Talvez eu procure um nutricionista para me ajudar.

- Ler. Eu amo ler mas a cada ano que passa tenho lido menos livros no ano. Em 2016 foram 16, o que pode não parecer ruim mas se considerar que em outros anos minha média era 45, então sim, 16 não é tão bom. Queria ler no mínimo 2 livros por mês e a Bíblia, que quero ler no decorrer do ano por completa. Ler é um habito que me faz muito bem, melhora minhas ideias, falas e escrita, me acho nas palavras. E não se engane, eu sempre estou lendo muito, artigos científicos, contos, crônicas, poemas, poesias... mas quando falo ler, refiro-me aos livros, coisas longas sabe? Romances. Eu gosto de entrar nas histórias, viver um pouco daquelas vidas.

- Ver meus amigos. Quando eu estava na escola via todos os dias meus amigos, aqueles que não estudavam comigo eu via vez ou outra, nas férias, mas sempre nos víamos. Depois veio a faculdade e agora a vida adulta e com isso, as agendas que não se batem. É difícil, com a nossa ânsia por ter entrar (e se firmar) no mercado de trabalho e estabilidade financeira, não entrar no piloto automático e simplesmente passar pela vida. A gente faz isso muitas vezes, embora não queira e quando nos damos contas já não somos convidados para sair, já não lembramos quando foi a última vez que conversamos na calçada de casa ou quando jogou aquela pelada com os amigos. Cabe a nós reservar um tempo para o que importa. Há uns anos essa meta faz parte das minhas prioridades e tenho cumprido bem: Encontrar cada amigo meu pelo menos duas vezes no ano. Nem que seja só um açaí no fim da tarde ou uma cervejinha pós trabalho na sexta. Um tempinho para ver, abraçar e rir um pouco com as histórias antigas e novas também. Reunir todos é uma missão ainda maior (porém melhor) mas seu eu conseguir ver, nem que seja um de cada vez, já fico feliz. Vejo muita gente mais velha que eu com poucos amigos e quando questiono o porquê dizem "Ah, eu tinha muitos mas, comecei a trabalhar, depois casei ai vieram os filhos... Perdemos o vínculo". Eu preciso dos meus amigos, gosto do vínculo e, mantendo-os, não me sinto atropelada pela vida.

- E por falar em amigos quero visitar pelo menos uma das minhas amigas que está morando longe (tipo longe mesmo!)

- Ah, uma meta bem importante desse ano: deixar que gostem de mim. Eu tenho o péssimo hábito de está na defensiva (sempre) e com isso afasto muita gente. Afasto mané com certeza mas assim também se vão os bons. Eu não sei, acho que temo que gostem e eu não saiba lidar com isso, não sei ser recíproca com relação a esses sentimentos. Sou recíproca com minha família, meu cachorro, meus amigos, pacientes, mas com os caras... Devo ter algum problema, só pode. Oooou não achei meu cara ainda, vai saber. Esse ano quero sentir essa coisa que faz pessoas andarem de pantufas em lugares públicos felizes só por estarem do ao lado do ser quem amam e nem ligarem por olhares alheios que dizer "Olha lá aqueles doidos!" Quero ser uma louca assim também, louca feliz e amada (que ame também). 

Hm....Acho que é basicamente isso. Não que não faltem metas mas pensando no macro, tá tudo aqui. E caso não esteja, eu volto para completar. Ao final do ano faço um outro texto contando se as metas foram batidas (ou não).

E você, quais suas metas?


Acrescentando:
1) 30.01.2017:
- Permitir-me gostar também. Tenho percebido que não "baixo a guarda", e isso não facilita muito as coisas no quesito relacionamentos. Acho que temo o que esse mundo novo e pouco explorado tem a me oferecer. Acho que não sei navegar nessas águas pouco lógicas e sem controle. Permitir deixar que gostem de mim é dar oportunidade para que se apresentem, mas me permitir gostar não é só estar disponível para sair de vez em quando, mas sim deixar que me conheçam e entre no meu universo, meu infinito particular, que vejam além do que mostro ao mundo, saca? Deixar que me dispam no sentindo de conhecer até o primeiro texto escrito e raramente lido, dos medos, sonhos e anseios. Deixar que me vejam sem máscaras, o que é uma puta missão quase impossível, mas (querer) tentar não mata né?! Vamos lá!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Mutantes

Não sei como vim parar aqui está amanhã. De verdade, estava lendo uns textos na minha página e vi que esta página estava entre as favoritas - deve ter sido há um milhão de anos, obviamente.
Bom, chegar e dar de cara com esse texto me trouxe algumas lembranças amargas e lágrimas também. Chorei por (1) agora ser uma pessoa emotiva, lide com isso kkkk e (2) porque acompanhei tudo e sei que o sofrimento era bem maior do que as palavras tão bem colocadas aqui poderiam descrever. Eu sofri com você e fico feliz por saber que essa fase se foi para nunca mais voltar. Obviamente você não lerá nada que há aqui (o que é bom) e abandonou isso como um pedaço da memória que foi esquecido - e deve ser assim mesmo.
O que estou escrevendo é uma forma de expor o que sinto agora, lendo esse texto de um alguém que um dia foi você. Esse alguém não existe mais e sou imensamente grata, de todo coração, a Deus pelas bençãos em sua vida. O "você" que eu conheci, morreu e, sem antes eu falava isso com amargura em cada sílaba, hoje cantarolo de alegria - ele morreu!
Devo ser extremamente trouxa por isso, uma vez que você desprezou minha melhor parte (minha amizade) sem a menor consideração, mas tudo bem. Isso não dói, não mais. Também já não sou aquela que você costumava conhecer. Hoje somos dois completos desconhecidos. E fico feliz com isso, sinal que a vida é mutável e nós somos seres em evolução, mutantes.
Este trechinho que você escreveu particularmente me chamou atenção: "Espero um dia me sentir um pouco feliz, ao menos um pouco, não completamente, por que nunca acho que ninguém conseguiu esse feito."
Espero que tenhas "quebrado a cara" nesta afirmação. Que sim, você esteja feliz, completamente feliz e que tenha visto que isso é possível sim. Com Deus somos mais fortes.

De uma desconhecida que deseja luz em teus caminhos,
Charlote

domingo, 13 de novembro de 2016

Nota de esquecimento

Desculpa, ainda não sou capaz de curar minhas próprias mágoas.
E eu ainda sustentei uma esperança de que não era você falando daquela forma, agindo de tal maneira. E realmente não era. Você deixou de ser você, de ser quem eu conheci na infância, há muito tempo e eu não quis acreditar que alguém pudesse ser tão sem personalidade e caráter assim; Eu acreditava que seriamos amigos até perdermos os dentes e ganharmos netos.
Eu precisava viver isso para aprender que não devo dar à alguém tanta importância em minha vida sem ter a consciência que posso passar por outras duras lições.
Não posso obrigar ninguém a ficar. E, sabe, mesmo que pudesse, acho que não quereria. Permanecer deve sempre ser um ato espontâneo e, além disso, você não me parece mais tão bom amigo e agradável quando costumava ser.
Então é isso, não te contarei mais sobre minhas viagens, nem mandarei meus textos, assim como não saberei das suas crises emocionais. E sinceramente, acredito que ficaremos bem longe um do outro.
Fique bem.
Mas bem longe de mim, que fique claro.

Carta de até logo

Eu poderia te escrever um texto no computador e publicar, sei que leria. Mas por algum motivo acredito que esse modo tão milenar de comunicação é de uma cumplicidade e pessoalidade muito melhor. Aqui há minha letra cursiva e garranchuda, meu modo de terminar as linhas, minhas inúmeras vírgulas, expressões e erros.
Espero não chorar enquanto escrevo, até porque o papel entregaria. Não quero que fique melancólico também por que, como eu disse no texto da nossa colação de grau "o que pode parecer um ponto final é também um ponto de partida".  Esse é o ponto final de uma fase cheia de emoções, né amiga?! (Re)conhecermos amigos, perdemos pessoas, rimos, fomos muito felizes. Estivemos juntas em várias ocasiões. Mas o ciclo se encerra aqui. Que esse seja o ponto de partida seja escolhido por Deus para te guiar rumo à felicidade. Que em sua nova estrada você encontra paz e sossego, amigos (não melhores que eu, vale ressaltar), que você possa curtir sua família, que encontre um emprego bacana e tenha pacientes e colegas maravilhosos. Capacite-se muito! Aposto que vc ainda volta para ser professora da UFRN hahaha. Ah, e que você encontre O cara por lá, aqueeele cara dos sonhos, porque você merece um cara muito, muito legal e ele será um sortudo! (Se casar, quero ser madrinha!).
Quando a saudade tiver demais, não se acanhe, ligue a qualquer hora do dia ou da noite. Ou melhor ainda, venha nos ver ou nos chame pra passar uns dias aí. Tendo uma rede vou pra qualquer lugar. Ah, não esqueça dos nossos mochilões hein?! Quando encontrarmos nossos Caras vamos viajar muito. Ou sem eles também (quem precisa de homem pra viajar e se divertir?!)
Quero saber todos os detalhes da sua vida, tal como aconteceu ao longo desse ciclo. A tecnologia está aí pra isso e, você sabe, preciso de informações pra poder escrever meu livro, né?!
Só te desejo coisas boas, chega dessa coisa de filme de ação e suspense, passa ai pros filmes de romance e comédia. Muita luz pros próximos caminhos. Estarei aqui sempre que precisar ou não. Fique bem.
Sabe, acho que só existe uma partida sem volta, que é a morte. Enquanto estivermos vivas há a chance do reencontro e eu acredito que nos veremos em breve. Vai seu estranho sair sem minha consciência, mas sobreviveremos e nos encontraremos logo.
Beijo.

sábado, 23 de julho de 2016

Bday da Lari!

Miiiiiga, sua louca!, como foi seu dia? 

Espero que tenha sido maravilhoso e cheio de risadas (ah, suas risadas!). Eu queria ter te escrito algo mais elaborado mais cedo, mas você sabe como tem sido meus dias, mesmo assim não podia deixar essa chance de rasgar seda e ser melosa passar, né?!
Você foi um dos melhores presentes que a faculdade me deu e eu agradeço sempre por isso, Sempre que começo a pirar você se torna aquela pessoa centrada e firme ao mesmo passo que me ajuda a voar. Você me ajuda a tornar minhas ideias loucas em realidade, você sonha comigo e o inverso também acontece. Já rimos até dar dor na barriga, já brigamos, já nos aperriamos e já choramos juntas. Juntas desde que nossos caminhos se cruzaram.
Durante a faculdade o apoio mútuo foi essencial para que pudéssemos ver, no dia da colação as lágrimas rolaram soltas pois descobrimos, enfim, o sabor da vitória. Sabe, encontrei em você mais uma irmã, uma pessoa confiável, amiga e incrível que consegue colocar qualquer pessoa para cima com sua gargalhada contagiante. 
Por falar nessa gargalhada... não sabe como eu sinto falta dela! Aliás, consegue ter ideia do quanto sinto sua falta, sua louca?! Que ideia é essa de ir pro outro lado do pais e não vir nos visitar ainda?! Quem te deu o cabimento de ir e sumir assim, hein?! 
Eu sei que essa cidade tem sido boa com você e é por isso que não te pediria para voltar. Ela te acolheu, te deu aquilo que você precisava, colocou pessoas boas em seu caminho e eu agradeço por tudo isso. De verdade, quero teu bem tanto quanto quero para mim, ou melhor, para meus irmãos e pais. Por esse querer bem tão grande não quero que você volte ainda, não para ficar, pois sei que você está gostando daí. Se está feliz, então eu também fico ainda que a distância, ainda que morrendo de saudade.
No dia de hoje, em especial, pedi várias vezes que você estivesse feliz, que encontrasse felicidade e paz de espírito. Pedi para que seus caminhos continuem sendo de luz e alegria, que sua gargalhada aqueça muitos corações gelados (ai e em qualquer lugar). Que conhecimento seja só mais umas das riquezas que você some. Que você continue sendo minha bandida, maléfica e de riso frouxo. Que tenha mais amigos ai (mas nenhum melhor que eu, que fique claro). Que você fique rica logo para podermos nos ver umas quatro vezes por ano, no mínimo!

Feliz aniversário minha amiga, um super abraço com riso, lágrimas e saudade (proporcional a força do abraço)
Venha logo.
Amo você, sua vaca.
(e sem choro, quero gargalhadas!)

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Girassol

Ah menina, muitas lágrimas ainda cairão até que a vida esteja do jeito que você sempre desejou, Aliás, desconfio que a vida nunca é do jeito que sonhamos na infância/adolescência, sabe?! Do lado de cá, "vida adulta", as coisas são meio burocráticas e a gente aprende a moldar situações até que estejam no ponto de nos fazer feliz. Não perfeito, mas feliz.
Olha menina, você ainda vai ver que ser dona de um nariz requer muito mais do que ter um nariz. Requer responsabilidades e coragem, muita coragem. É possível que você ainda demore a entender isso, o que te levará a bater de frente com alguns muros antiiigos, mas que depois você entenderá o valor e importância deles.
Sabe, espero que em breve você descubra que chorar não soluciona nada, mas ajuda a extravasar as emoções. Por isso chore está noite até que o sono venha. Não te perguntarei o motivo das lágrimas, embora tenha ideia do que seja, mas prometo te levantar desse chão, lavar seu rosto e te cobrir com uma coberta quentinha com poderes medicinais e protetora contra as dores do mundo. Verdade, juro.
Amanhã, junto com o sol, surgirá uma nova oportunidade, cheia de frases clichês te lembrando que poderá ser um dia melhor. Saia desse quarto, não se esconda da luz, você não é dessas. Você é tal qual um girassol. É, um girassol, menina! 
Essa flor exalta alegria e beleza, só de olhar para ele dá vontade de sorrir. Além disso ela, dizem, acompanha a luz solar. Inclina-se para onde houver luz, onde houver vida. 
É possível que ainda venham muitos dias de sombras e lágrimas, mas isso passará. Sempre passa, nada é para sempre nessa vida. Nem as coisas boas, nem ruins. Nada é, tudo está. Você ainda vai mandar nesse nariz, vai ser dona da sua vida, vai agradecer esse momento ruim e sorrir muito, inclusive de toda essa situação

Seja como um girassol, 
minha flor, 
minha irmã.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Tão Diferente


Hoje fui à um luau super animado numa das praias aqui da cidade (sim, moro numa cidade privilegiada com praias lindas, :*). O lugar era simples mas com visual deslumbrante: Ondas batendo forte (causando seu som característico ao quebrar), sol se pondo e lua surgindo, brisa do mar, bons amigos, música boa. Não tem como não ser bom, correto? Corretíssimo. O repertório era excelente e acabou me lembrando que a música é um portal poderoso. 
Através da música podemos recordar com precisão fatos, histórias, cheiros, sorrisos, sensações. No decorrer da apresentação cantei Primeiros Erros, do Capital Inicial, com um sorriso nos lábios recordando minhas amigas da 7ª série que quando se juntavam só queriam cantar essa música (uma delas extremamente engraçada nunca sabia a letra mas amava "cantar"). Lembrei de um olhar que pedia que eu dissesse que o queria como ele me queria enquanto cantava para mim Luz do Olhos, do Nando Reis. Naquela noite eu realmente queria dizer essas palavras para ele, mas não consegui nem naquele dia, nem depois. Provavelmente ele pense que nunca o quis de verdade, mesmo com a história que tivemos. Nessa música a sensação foi de reconhecimento de um erro e que cometi e também de perdão. Perdoei-me por isso, afinal, não há motivo para carregar um fardo assim. Já superei isso \o/ ~fazendo a dança da vitória~
Lembrei ainda de uma viagem "ducaralho" que fiz com uns amigos quando ele tocou uma do Natiruts. Fomos para uma casa de praia e tivemos um dos melhores feriados da minha vida: leve, divertido, simples e feliz (feliz demais). Deu mais saudade ainda dessa viagem porque aquele tempo passou e a vida de todos que estavam naquela casa de praia, cantando ao som do violão disputando redes, mudou. Hoje cada um seguiu seu caminho e voou para aquilo que acredita ser o melhor para sua vida (e desejo do fundo do coração que nesses voos encontremos a tal realização pessoal e profissional).
Quando o show estava acabando o artista tocou Por Enquanto, do Nando Reis (mas que se popularizou mesmo na voz da Cássia Eller). Ali foi para matar. Todo mundo cantou com vontade e de olhos fechados na maior parte da música, inclusive eu. Lembrei de tanta coisa, tanta gente. Lembrei dos meus amigos do ensino médio que adoravam matar aula para tocar violão na quadra da escola (esta música inclusive), lembrei da viagem de despedida na qual dissemos coisas lindas e sinceras uns para os outros. Nos divertimos, rimos e na volta para casa choramos muito, pois, mesmo que todos dissessem que seria para sempre, sabíamos que seria difícil com o novo ciclo que se iniciaria nas nossas vidas. 
Mas o que doeu mais ao ouvir por enquanto foi lembrar daquele que costumava ser meu melhor amigo. Mesmo com as discussões, com as opiniões contrárias, mesmo com as religiões distintas, éramos amigos e cuidávamos um do outro. De repente ficou tudo assim, tão diferente. Sim, com ele eu achava que a amizade seria realmente para sempre, que ele iria me ver apaixonada (do tipo brega mesmo) por um cara bacana, que me chamaria para ser sua madrinha de casamento e ele seria padrinho de batismo do meu primogênito. Eu acreditava que sentaríamos com os filhos na sala de estar em um belo fim de tarde e contaríamos as nossas histórias (contáveis) de adolescentes. Mas o pra sempre, sempre acaba. É verdade, o cantou me contou. Então sentada ali, olhando aquela lua e ouvindo a galera cantar em uma só voz o finalzinho da música ("Mesmo com tantos motivos pra deixar tudo como está e  nem desistir, nem tentar, agora tanto faz, estamos indo de volta pra casa") senti o olho marejar e a garganta apertar mas o sorriso também veio junto com a lembrança que a amizade foi sincera e recíproca até certo ponto, foi sim. 
E ao fim de tudo fiquei pensando como talento pode ser "palpável!". Um músico habilidoso munido "apenas" de voz e violão, cantando músicas escrita por compositores igualmente habilidosos formam um binômio potente capaz de tocar a região mais escondida do nosso âmago, mexer nas profundezas nos nossos pensamentos e fazer transbordar sensações e emoções. Eu poderia ir lá na frente cantar também, mas seria péssimo (sincero sim, mas com certeza péssimo), não sou artista da música. O artista, independentemente de sua área de atuação, tem esse dom de tocar as pessoas, de emocionar de levar vida. Isso é o que diferencia um artista de uma estrela: o poder sutil de sensibilizar multidões, e eu amo tudo aquilo que me faz sentir.

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Aposentadoria?

Tem coisa melhor do que começar o ano com festa? Nada melhor do que poder comemorar a vitória de alguém tão querida e tudo que eu queria era me divertir. E consegui, até onde lembro.
Existe uma coisa na astrologia chamada Inferno Astral, como não sou ninguém no que refere-se a astrologia, fui pesquisar um pouco. Ao que parece é um período um mês que antecede o nosso aniversário. Pelo que entendi, nessa fase é possível que aconteçam muitas coisas pois trata-se de um momento de fechamento de um ciclo da sua vida. Como se fosse zerar e começar de novo, sei lá. Se isso for verdade mesmo, estou vivendo meu inferno astral agorinha e já já você vai concordar comigo.
Acho que já comentei aqui que eu odeio ficar no escuro, isto é, não saber das coisas, permanecer na ignorância. Sempre que passo da conta na delícia etílica esqueço algumas coisas, mas desta vez, olha... Estou de parabéns. Não lembro do que aconteceu após as 3 da manhã e tive sorte por estar entre pessoas amigas. Não lembro do final da festa, nem como entrei no carro, nem mesmo entrei em casa. Eu sempre critiquei as bebedeiras dos meus pais, mas nunca os vi no estado em que meu pai me viu. E isso tudo é vergonhoso. Eu não acho bonito e nem sei como dá para chegar nessa ponto de quase coma alcoólico. Não quero isso para mim.
Dessa vez foi tão pesado que eu realmente prefiro permanecer na ignorância. Se minha mente não aguentou salvar isso, vai ver foi um presente para minha moral.
Se tem uma coisa que eu aprendi nessa vida de festas é que eu não sei brincar de open bar. Sei lá, acho que não tenho maturidade suficiente para lidar com tanta bebida disponível.
A cada dia que passa mais me convenço que essa vida de festa e álcool combinados não combina comigo. Até hoje tais excessos não me trouxeram nada de bom realmente, só uma puta ressaca moral no dia seguinte.
Talvez eu seja mesmo uma garota de algumas taças de vinho, apenas. 

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Bacharéis

Eu juro que não estava prestando atenção na conversa daquela senhora com o fotógrafo, juro. Mas ficar sentada diante uma tela escolhendo fotos me distraía vez por outra, ainda mais porque não levei meus fones.
Olhar aquelas fotos me fazia lembrar dos momentos exatos do flashes e ora eu ri, ora enchi os olhos com tudo que estava diante de mim. Mas a voz daquela senhora preenchia a pequena sala sem som e foi inevitável não ouvir. Pelo que pude notar ela estava resolvendo umas fotos do filho que estava terminando Direito na mesma faculdade que me formei. Ela disse ainda que queria que incluíssem o Victor nos demais eventos mas que não era mais possível. O fotógrafo sugeriu que ela falasse com o pessoal da comissão. Ele disse que o presidente da comissão era um ótimo rapaz, muito simpático e desenrolado que talvez pudesse ajudá-la. O presidente da comissão era aquele cara. Sim, aqueeele cara. Quando o fotógrafo disse o nome dele, L., eu logo liguei os pontos e percebi que era o mesmo cara que entrou naquela faculdade na mesma época que eu, que ia e voltava das aulas comigo, que ia estudar na biblioteca a noite só pra me fazer companhia.
Passou um filme rápido na minha cabeça e eu ri. De todos os assuntos, de todas as pessoas, logo o nome dele foi dito ali, e tão bem falado. Eu sei que tudo que o fotógrafo disse é verdade, L. sempre foi um cara fantástico, alguém que faz bem ter por perto.
Percebi que o tal Victor, filho daquela senhora, era também colega de turma daquele que um dia foi meu melhor amigo. Por má vontade ou ironia do destino nos perdemos um do outro e a amizade se foi. Agora dois dos caras mais importantes da minha vida estão se formando naquilo que escolheram desde a infância (lembro dos dois falando que seriam juízes na época em que aprendíamos expressões numéricas). Fico muito feliz por eles mas lamento que tenhamos nos afastado tanto e não poder estar com vocês agora. Lembro que fizemos vários planos quando entramos na faculdade, pensando nesse tempo que estamos, nas comemorações, nas músicas...
Espero, profundamente ouvir mais vezes os nomes de vocês por aí, assim como hoje, aleatoriamente. Quero ouvir as pessoas falando bem de vocês, de como são profissionais excepcionais e pessoas tão boas quando eu sei que são. Que o futuro de vocês seja cheio de luz e que sejam profissionais comprometidos com a verdade e a justiça. Espero que consigam ser juízes ou desembargadores, eu sei que podem. Os amo, viu?! Sucesso!

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

B-day!


Rá! Eu sei que não é hoje mas, bem, me deu vontade de tentar te escrever alguma coisa, já que nunca te escrevi nada, então vai ser isso mesmo (espero que saia algo bom que possa ser enviado).
Essa é uma amizade recente e uma feliz surpresa (tá, não tão surpresa assim). Mesmo convivendo diariamente durante alguns anos nunca fomos próximos e essa proximidade só veio assim, no fim do ciclo, porém creio que seja uma daquelas permanentes, sabe?! Não sei... desde sempre achei que poderíamos ser bons amigos devido as afinidades óbvias: Temos um gosto musical muito foda e só isso já bastaria para sermos "BFF" hahaha. Admiro bastante sua visão de mundo e a forma que tenta levar a vida, de forma justa, leve e cheia de amigos. Não sei praticamente nada de sua vida, suas histórias, medos, neuras... mas sei que você tem um riso frouxo (rir até do vento que passa), sei também que você é um tipo de amigo que todo mundo precisa ter e, principalmente, que você é um cara que merece todo tipo de felicidade que o universo possa oferecer por ter esse caráter, essa postura ética e até mesmo pela tão falada cara de pau!
No dia do meu aniversário eu tenho o hábito de fugir um pouco da correria e comemorações (também porque não gosto muito de comemorar) e paro para refletir. Penso no ano tooodo que passou, as coisas que aconteceram, coisa que eu queria que acontecesse, enfim uma retrospectiva. Depois eu faço um plano mental para o novo momento da minha vida: minhas metas, desejos e pedidos de bênçãos. Se um conselho for bem-vindo, te presenteio com esse, é um exercício muito bom viu?!
No dia de hoje, com esse novo ciclo que se inicia na sua vida, te desejo nada menos que bons amigos, motivos para se manter a fé, gargalhadas de fazer chorar (e a barriga doer de tanto rir e, no seu caso, acrescente ficar vermelho também), amor, viagens inesquecíveis e crescimento (sempre ascendendo!). Continue sendo o bem, levando a luz ou se preferir o contrário sendo a luz, levando o bem.
Fique bem, comemore!

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Sincera como não se pode ser


"Ontem à noite eu conheci uma guria
Que eu já conhecia de outros carnavais
Com outras fantasias
Ela apareceu, parecia tão sozinha
Parecia que era minha aquela solidão"
Piano Bar - Engenheiros do Hawaii

Ah, Senhora, minha cabeça roda só de pensar em toda essa situação que você está. Evitei te falar muitas das minhas opiniões por não querer ser pessimista ou me meter demais na sua vida (sei que já tem muita gente fazendo isso e eu não queria ser mais uma). Sempre tive uma admiração ímpar por sua força e determinação, com todos os obstáculos e desafios você conseguiu terminar o curso que sempre quis e tem condições de trilhar caminhos brilhantes. Você tem um brilho próprio, a capacidade de levar alegria e causar sorrisos até nos rostos mais carrancudos que aparecerem no seu caminho. Você tem um coração enorme e isso é indiscutível. Mas tem um probleminha: Não sabe o que é ser dona de si.
"Eu rabisco o sol que a chuva apagou
Quero que saibas que me lembro
Queria até que pudesses me ver

És parte ainda do que me faz forte

E, pra ser honesto

Só um pouquinho infeliz"



Giz - Renato Russo
Eu nunca ousaria dizer que sua mãe não te ama com tudo que pode e que não te apoiou em tudo, É impossível. Ela é una mulher que a vida obrigou a ser forte e criar sozinha três filhos. Ela quer e sempre quererá o melhor para você. Mas acontece que no processo ela acabou se apegando a vocês (em especial, a você) com tudo que pode e controlar seus passos e seus caminhos é quase que uma função permanente na vida dela. Você nunca pode experimentar nada novo sem a supervisão dela (não esqueço que ela nunca te deixou visitar minha casa, nem com meus pais falando diretamente com ela). Ela teme muito te perder e por isso te prende. Não quer te ver voar para longe dela. Por nada. Ai aparece esse homem. Vocês se apaixonam e você (sabe se lá como) consegue ir para perto dele. Viajou para o outro lado do pais por ele e agora está em uma das situações mais complicadas que já te vi.
Eu nunca te disse isso mas, acho que você anseia desesperadamente por liberdade, a tal ponto que deseja se casar em tempo recorde. Acho que é para se libertar da sua mãe e sei que o casamento é por conta da religião. Mas vai com calma amiga, pensa que eu esqueci daquele gastrônomo? Não digo que é a mesma situação agora, mas bem que parece. Eu queria te dizer que você não pode pensar casar para se libertar, porquê na real, não vai ser livre assim. Você vai mudar de um tipo de controle para outro. Vai passar da sua mãe para ele e nunca saberá o que é ter uma vida sua de verdade.
Eu queria que antes de casar você soubesse o que é ter uma casa sua, onde você pudesse arrumar do seu jeito, pudesse impor seus horários e suas regras e decidisse quem entra ou saí da sua casa e da sua vida. Eu queria que você tivesse a sensação de sair sem ter a obrigação de pedir permissão, avisar para onde vai, com quem e o horário que volta. Eu queria que você estudasse e fizesse algo por você e não pela obrigação de fazer os outros felizes através de suas conquista. Eu queria tanto que você soubesse o que é receber seus amigos em casa e decidir sair de repente com eles, conversar no volume que quiser, sem filtro nem nada. Queria que você conhecesse novas lugares, cidades e pessoas. Queria que você voasse até perceber que não há limites para suas asas. 
Queria tanto que você soubesse o prazer que é cortar o cabelo do jeito que você quiser e perceber o black te cai bem e os cachos podem te deixar linda também, você ia amar isso, vai por mim. Queria que você fosse você mesma e tivesse certeza de quem é afinal. Tenho certeza que você seria muito mais feliz num casamento se tivesse essas experiências antes. Acho que você se sentiria mais segura em casar, se prender â alguém pelo prazer da companhia e não pela obrigação determinada pela aliança. Sabe, se tivesse esse tipo de vivência você teria uma nova maturidade emocional e estaria pronta para a vida à dois. Como você pode ser metade de alguém se não sabe o que é ser inteira? Como pode se entregar em uma história se se quer pode fazer uma viagem de dois dias? Diga-me, minha amiga, como você pretende construir um futuro se o seu presente é tão incerto e atrelado a opinião alheia?

"Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim."

Chico Xavier
Você deve seguir rumo a sua felicidade, fazer o que você quer, mas o que você realmente quer fazer? O que você gostaria de fazer se não houvesse a interferência de sua mãe, sua irmã, seu namorado, seus amigos e os não~tão-amigos que te rodeiam? O que faria se fosse só você e você?
Foi uma loucura você ir para tão longe tendo essa estabilidade de castelo de areia mas, você pode consertar as coisas, eu sei que você pode assumir o controle de sua vida. Você. Pode. Acredite nisso também. Torço por cada vitória sua. Te desejo tantas coisas boas quanto desejo para mim. Eu sei que você vai dar a volta e descobrir como é bom ter uma vida e como a liberdade cai bem nas pessoas alegres ;)