sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Eu escolhi você

Ó, só pra você saber, eu escolhi você.
E, por favor, não me venha com gracinhas falando daquela música da Clarice Falcão. Sério, aposto que você não acredita mas, sim, eu te escolhi. Fica quieto ai e me deixa ser fofa.
Quando aparecestes eu estava conhecendo outros caras, confesso. Nada grandioso, só passando tempo, afinal, eu não estava fazendo nada mesmo... Bom ai você apareceu, e eu ignorei educadamente. Uma, duas vezes. O terceiro "Oi" me deixou intrigada, como esse cara ainda insiste véi?! Vou ver qual a dele, pensei e foi o que fiz (e fico feliz por isso). Por que te escolhi? Você veio com aquela história que me observava desde os tempos de escola (isso já faz tanto tempo!) e eu achei tão estranho. E original. E criativo. E bonitinho (ainda que pudesse não ser verdade). Foi um elemento surpresa, sabe?! Eu não esperava algo assim e isso me despertou curiosidade. De cara achei você muito corajoso ou muito louco (ou um pouco dos dois), por que dizer coisas assim, numa primeira conversa... É de uma verdade tão crua que assusta pessoas que não estão muito afim de coisas sérias (como eu).
Ok, continuando... E ai, conversa vai, conversa vem, não demorou muito para que víssemos nossas diferenças ideológicas e eu gosto tanto de conversar sobre tudo, mas quando começávamos... não dava muito certo e por vezes achei que era hora de parar mas, porque continuei? Primeiro porque você é insistente/persistente e segundo porque acho que, podemos tentar nos ajustar. Não para caber um no outro, mas sim para somar, expandir horizontes para ideias e vivências novas a partir da tentativa de enxergar o mundo do outro, testar um novo ângulo. 
Eu escolho você, não por não ter outras opções, mas por achar que você é a melhor opção, agora. Por você ter essa paciência, essa sinceridade crua de criança, esse jeito todo sentimental que equilibra um pouco meu lado insensível (mais insensível que uma mula, não é mesmo?). Eu gosto da sua perseverança, essa coisa de achar que todas as coisas podem dar certo quando eu me estresso e quero jogar tudo pro ar (porque não tenho paciência mesmo). Eu gosto dessa mansidão que freia meus devaneios. Gosto do teu olhar forte que às vezes se faz pidão querendo beijo. 
Por que escolho você? Porque desde as primeiras conversas senti que deveria tentar, que poderia valer e até agora, não estou arrependida. Se estou apaixonada? Não, ainda não. Se quero que acabe? Não, pelo contrário: quero mais disso tudo, mais de você. Quero aprender a ser carinhosa e fofinha (kkkkkkkkkkkk). 
Vai me ajudar, pessoa?

Beijo!

P.S.: Ainda vai demorar muito? Tô com um pouquinho de saudade.
Sério, venha logo.

 P.S ²: essa última estrofe da música (defeitos, jeito torto, confusão...) combinada mais comigo do que com você.

Quem vive de princípios
Não tem meios, nem fins

Eu quebro as minhas leis
Pois só assim elas pertencem a mim



E eu que sempre fui da turma do talvez
Me joguei sem paraquedas no sim



E eu escolho você com todos seus defeitos
E esse jeito torto de ser
Eu escolho você, destino imperfeito
Todo carne, osso e confusão

Escolho você - Sandy

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Quando a Mágoa fala mais alto que a Ética

Agregar conhecimentos é uma coisa bastante necessária em minha área de atuação (acho que na de todo mundo) e fazer cursos não me é algo desgastante, pelo contrário. Gosto de beber de várias fontes, não acho interessante se aprisionar a uma única escola ("é isso e acabou"). Feita a introdução da coisa, vamos a historinha de hoje.
Fui fazer um curso rápido em escola B e faço outro, mais longo, em escola A. São cursos diferentes, ministrantes diferentes, organização diferente então acho que tenho ganhado bastante quanto a isso. Desde o começo observo o quanto as organizações de ambas escolas são empenhadas e competentes mas vejam só, a organização da escola B, sabendo que eu estudava também na escola A veio, assim do nada mesmo, me contar de uns desentendimentos que teve com a organização A. Não vou entrar em detalhes, mas, em resumo, disse que era falsa, hipócrita, mal caráter e antiética. Confesso que fiquei sem palavras, mas uma pergunta ecoou em minha mente: quem é pior?
Sabe, o que ela me disse mostrou mais sobre ela do que sobre àquela a quem se referiu. O que ela disse pode ser verdade, mas, havia necessidade? Não somos amigas nem nada parecido, nossa relação é totalmente profissional e esporádica e isso tudo me levou a pensar o quanto uma conversa com menos de 5 minutos pode mudar tanta coisa, não é mesmo? Eu que havia a elogiado naquela manhã, fui dormir sentindo uma leve decepção e até dó. Ela é tão competente, seria melhor para ela se desfazer da mágoa e não deixar que isso entre no ambiente de trabalho. Mas enfim, quem sou eu para dizer o que ela deveria ou não fazer? Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é (Sábio Caetano quando disse isso).

Espero que elas se resolvam ou que pelo menos superem a mágoa e, enquanto puder, eu continuarei fazendo cursos nas duas porque sim.

Belo estranho dia

Eu estava com medo, essa é a sensação mais gritante que consigo lembrar daquela tarde. Não haviam ônibus nas ruas e elas estavam parcialmente iluminadas. O desespero estava estampado nas poucas faces que eu encontrava nas ruas, todos tentavam se esconder ou encontrar alguém querido que se perdeu ao ouvi aquele som estrondoso. O caos havia tomado a cidade e o ar continha uma tensão estranha, algo que eu nunca tinha sentido antes. Pavor. Parecia algo que eu gostava de ver na infância nos filmes de terro ou suspense, a diferença era que era real e eu não estava gostando. Estava sozinha e não sabia como chegar em casa, não por está perdida mas por não saber o trajeto menos perigoso para chegar lá. Me sentia num jogo do Mario Bros, surreal.

A noite já caia quando começou a chover e tentei me abrigará em uma marquise de uma loja, logo a quantidade de gente diminuiu e me vi como um alvo fácil. Ouvi o som de de motor potente, risos e música alta e senti o meu calor se dissipar. Corri, tentei correr, tanto quanto minhas pernas e pulmões permitiam e consegui abrigo na portaria de um condomínio, acho que o porteiro sentiu pena de mim.
Lá dentro observei que haviam outras pessoas, pessoas que eu conhecia até, lá... Ele estava ajudando muita gente mas não poderia fazer isso por muito tempo. Ao cessar a queda das pingos tivemos que sair, em grupo mesmo, para uma garagem subterrânea, não muito longe dali. Eu, pedida como estava, fui assim mesmo. Chegando lá encontrei rostos amigos e familiares e ao percebermos que estávamos bem após tamanha tensão, rimos abraçados. 
Naquela garagem vi pessoas que estavam brigadas conversando, pessoas amigas rindo, alguns até dançavam. Ali, naquele cantinho quente e abafado vi, que por mais que esteja tudo um caos, há esperança. Há possibilidades de ser melhor. Era confuso ver aquele clima fraterno e de paz quando a cidade estava em chamas, imersa em violência descaso e medo. O caos está lá fora mas, aqui dentro existe um pequeno grupo que está se consertando, pensei. Se ajudando, se perdoando, se alegrando. Tá tudo errado externamente mas enquanto existir disposição para ser melhor internamente, temos chance. Que belo estranho dia pra se ter alegria, não é mesmo?!
Com esse pensamento esperançoso abri os olhos. Estava em minha cama quentinha naquela manhã de sábado chuvosa. 
Passava das 7 e eu tinha aula. 
Hora da realidade. 
Hora de fazer melhor e diminui o caos, em algum lugar.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Não é sua culpa

Olha, hoje não estou em um bom dia, de modo que, desculpa, mas vou desabafar aqui mesmo, com você, que não tem nada a ver com isso, só está passando por aqui, eu sei, mas vai ser você.
Só escrevi três linhas até agora e já estou irritada porque não consigo distinguir as letras que digito. Nem o teclado estou vendo bem, avalia a tela. 
Queria continuar, mesmo agora, sendo aquela pessoa que faz as piadas mais escrachadas de si, mas hoje... não dá. Tô bad!
Ouvir, aos 23 anos, que perdeu mais de 75% da visão em ambos olhos não é algo muito animador. Faz pensar no futuro e dá medo, muito medo. Pensar no quanto preciso dos meus olhos e sentir que eles simplesmente não estão aptos para continuar vendo cores e traços é desanimador. Muito foda.
Eu queria fazer de conta, até para mim, que estou animada com as alternativas, mas não. Hoje eu só queria passar o dia deitada, com os olhos fechados para não ter que ver esses borrões por todos os lados, se quer meu rosto me é nítido no espelho. Estou tão amarga! Quero brigadeiro para adoçar a vida e as expectativas. Quero nitidez para ler meus livros, estudar, assistir tv ou cumprimentar as pessoas sem fazer careta tentando reconhecer seus rostos à distância mínima. Hoje estou cansada de me esforçar tanto para enxergar e vê apenas rascunhos mal feitos, borrões de uma realidade que não me quer. Parece que corri uma maratona e ainda estou extremamente longe da linha de chegada. Cansada, acabada e ainda perdedora.
Quero mais do que esse tão pouco que há, quero tanto que até estou escrevendo isso para provar para mim mesma que posso escrever, mesmo que com enormes borrões, apesar da fonte ampliada. Quero ter força para dizer a essa patologia "ei colega, sei da sua existência aqui, mas eu posso com você! Sou durona, viu?!" mas hoje não vai dar. Hoje ela está ganhando. Ontem também. Tá, há algum tempo ela vem ganhando.
Desculpa chegar aqui assim e despejar essa energia tão negativa em você, que não queria, juro, mas não posso falar essas coisas para os que me amam, eles torcem tanto... Não gosto de roubar esperanças. Acontece que tá foda ser forte por mim e por todos, então hoje eu resolvi descansar, por mim. Mas ó, obrigado por me aguentar durante esses 6 anos, sempre em todos os momentos. Você é um ótimo "ouvinte" e é por isso que amo tanto você, Páginas-de-um-diário-real. Na próxima visita vou tentar te trazer palavras (e sentimentos) mais alegres. 
Beijo!


P.S..: desculpe os erros ortográficos.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Senta aqui, vamos falar sobre saudade

Ontem saudade foi o assunto que mais vi nas redes sociais, disseram que 30 de janeiro é o dia dela. Engraçado, um dia para lembrar a existência da saudade. Quem sente, sentiu ontem, sente hoje, sentirá amanhã... Não há dia, nem hora para a saudade. A safada chega quando bem quer, sem nem mesmo ser convidada.
Li muita citação bonitinha e fui dormir pensando sobre. Fiquei pensando, há tanta saudade nesse mundo e tanta ainda a ser. Eu tenho tanta saudade em mim que me admira não viver em nostalgia. Há saudade de momentos, sentimentos, pessoas, lugares, cheiros, sabores, sensações, músicas que ouve-se uma vez no rádio e nunca mais. Saudade daquele riso que veio do nada ou do arrepio em reação a um cheiro. Saudade do que não se viveu, do que não riu. Saudade de quem se foi e de quem virá.
É tanta saudade que pode caber em uma pessoa que me pergunto se isso significa que tem se vivido uma vida boa, com um passado bom de se lembrar ou se indica um presente mal vivido, sem sal. O que é a saudade? Tem remédio? Tem contra indicação? Ao persistirem os sintomas que médico deve ser consultado? 
Pensar sobre saudade dar margem a tantas perguntas... Saudade tem nome e endereço? (Sim! Ou pelo menos, quase sempre) Saudade mata se apertar demais? E por falar em saudade, quando é que ele vem? Tenho que o entregar uns tantos beijos que ainda não dei... 
Saudade é uma coisa que quando aperta só cessa com abraço apertado, demorado. Saudade nos leva, ainda que distantes, para onde queríamos estar. Essa tal saudade é coisa de gente que sente, sente muito e sente tudo. Gente doida, eu hein...

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

2017 (só vem!)

Primeiro texto do ano! Tanta coisa acontecendo de uma vez que, sinceramente, nem tô processando tudo, nem tô escrevendo para organizar em mim. Vai ver por isso que me sinto o tanto perdida, estranha, sei lá. Poderia escrever sobre um monte de coisas mas, para o primeiro texto do ano, queria algo "pra cima", algo que me desse mais que pessimismo. Quero esperança. E por isso resolvi listar aqui minhas metas para o ano. Geralmente escrevo em uma agenda que fica guardadinha, longe dos olhos curiosos mas, não custa mudar um pouco vez ou outra. Vamos lá?

- Estudar, estudar, estudar. Quero estudar mais e melhor os assuntos abordados na minha pós, quero estudar mais SUS, atenção básica... Quero estudar para concursos e inglês também. Estou pensando em um mestrado para o ano que vem então preciso me preparar desde já, com um projeto bacana, cursos capacitantes... Esse ano quero me dedicar mais ainda aos meus pacientes, seja onde for;

- Escrever mais. Ano passado coloquei na cabeça que devo escrever mais sobre aquilo que gosto: minha profissão. Quero que o ato de escrever seja mais que um hobbie, que isso possa levar informações concretas para pessoas da área e curiosos. Pretendo usar mais as redes sociais e todas as mídias possíveis para divulgar meu trabalho, o que não é tarefa fácil mas vamos tentar!

- Escrever mais aqui também e nos meus outros blogs ;*

- Cuidar mais de mim. Isso inclui meus cachos, minha pele e meu corpo torto e flácido kkkkkk Quero melhorar meu condicionamento físico e força e claro, se possível, não sentir vergonha de usar um biquíni de vez em quando.

- Ah, me alimentar melhor também! Talvez eu procure um nutricionista para me ajudar.

- Ler. Eu amo ler mas a cada ano que passa tenho lido menos livros no ano. Em 2016 foram 16, o que pode não parecer ruim mas se considerar que em outros anos minha média era 45, então sim, 16 não é tão bom. Queria ler no mínimo 2 livros por mês e a Bíblia, que quero ler no decorrer do ano por completa. Ler é um habito que me faz muito bem, melhora minhas ideias, falas e escrita, me acho nas palavras. E não se engane, eu sempre estou lendo muito, artigos científicos, contos, crônicas, poemas, poesias... mas quando falo ler, refiro-me aos livros, coisas longas sabe? Romances. Eu gosto de entrar nas histórias, viver um pouco daquelas vidas.

- Ver meus amigos. Quando eu estava na escola via todos os dias meus amigos, aqueles que não estudavam comigo eu via vez ou outra, nas férias, mas sempre nos víamos. Depois veio a faculdade e agora a vida adulta e com isso, as agendas que não se batem. É difícil, com a nossa ânsia por ter entrar (e se firmar) no mercado de trabalho e estabilidade financeira, não entrar no piloto automático e simplesmente passar pela vida. A gente faz isso muitas vezes, embora não queira e quando nos damos contas já não somos convidados para sair, já não lembramos quando foi a última vez que conversamos na calçada de casa ou quando jogou aquela pelada com os amigos. Cabe a nós reservar um tempo para o que importa. Há uns anos essa meta faz parte das minhas prioridades e tenho cumprido bem: Encontrar cada amigo meu pelo menos duas vezes no ano. Nem que seja só um açaí no fim da tarde ou uma cervejinha pós trabalho na sexta. Um tempinho para ver, abraçar e rir um pouco com as histórias antigas e novas também. Reunir todos é uma missão ainda maior (porém melhor) mas seu eu conseguir ver, nem que seja um de cada vez, já fico feliz. Vejo muita gente mais velha que eu com poucos amigos e quando questiono o porquê dizem "Ah, eu tinha muitos mas, comecei a trabalhar, depois casei ai vieram os filhos... Perdemos o vínculo". Eu preciso dos meus amigos, gosto do vínculo e, mantendo-os, não me sinto atropelada pela vida.

- E por falar em amigos quero visitar pelo menos uma das minhas amigas que está morando longe (tipo longe mesmo!)

- Ah, uma meta bem importante desse ano: deixar que gostem de mim. Eu tenho o péssimo hábito de está na defensiva (sempre) e com isso afasto muita gente. Afasto mané com certeza mas assim também se vão os bons. Eu não sei, acho que temo que gostem e eu não saiba lidar com isso, não sei ser recíproca com relação a esses sentimentos. Sou recíproca com minha família, meu cachorro, meus amigos, pacientes, mas com os caras... Devo ter algum problema, só pode. Oooou não achei meu cara ainda, vai saber. Esse ano quero sentir essa coisa que faz pessoas andarem de pantufas em lugares públicos felizes só por estarem do ao lado do ser quem amam e nem ligarem por olhares alheios que dizer "Olha lá aqueles doidos!" Quero ser uma louca assim também, louca feliz e amada (que ame também). 

Hm....Acho que é basicamente isso. Não que não faltem metas mas pensando no macro, tá tudo aqui. E caso não esteja, eu volto para completar. Ao final do ano faço um outro texto contando se as metas foram batidas (ou não).

E você, quais suas metas?


Acrescentando:
1) 30.01.2017:
- Permitir-me gostar também. Tenho percebido que não "baixo a guarda", e isso não facilita muito as coisas no quesito relacionamentos. Acho que temo o que esse mundo novo e pouco explorado tem a me oferecer. Acho que não sei navegar nessas águas pouco lógicas e sem controle. Permitir deixar que gostem de mim é dar oportunidade para que se apresentem, mas me permitir gostar não é só estar disponível para sair de vez em quando, mas sim deixar que me conheçam e entre no meu universo, meu infinito particular, que vejam além do que mostro ao mundo, saca? Deixar que me dispam no sentindo de conhecer até o primeiro texto escrito e raramente lido, dos medos, sonhos e anseios. Deixar que me vejam sem máscaras, o que é uma puta missão quase impossível, mas (querer) tentar não mata né?! Vamos lá!

sábado, 24 de dezembro de 2016

A expectativa

Eu estava aqui relendo aquela conversa e fiquei imaginando como seria o fim se o meio tivesse sido diferente. Se você tivesse dito as coisas certas, os argumentos certos, será que teria sido diferente? Será que me faria ficar? Pensei em coisas que você poderia ter dito. Segue abaixo:

O que tenho para falar não é fácil, é uma exposição de uma parte que eu temo e não gosto mas que faz parte da minha história.
Eu namorava uma garota e a gnt brigava mt mas insisti em levar adiante e casar pq n eram só brigas, tínhamos bons momentos e era isso que me mantinha. E eu gostava dela e, as vezes ela parecia tb gostar de mim. Mas no dia q ela disse q pensou em outro estando comigo, parei de insistir. Não podia continuar, por mais q a amasse, se ela n estava comigo, se n era mais minha (se é q um dia foi).
Após EU dar início ao processo de divórcio ELA continuou a me procurar, dizendo me amar, estar arrependida, querendo tentar novamente e... eu fui fraco. Cedi porque queria acreditar nela, acreditar q ela estava sendo sincera, acreditar q eu n tinha me enganado tanto assim ao escolher ela para ser minha Mulher. Mas, com todas as tentativas não foi possível, não era p ser no fim das contas (só hoje vejo isso) e depois de um tempo ela me apareceu dizendo estar grávida e isso, essa possibilidade me ronda e essa história toda me assusta pois cada vez que eu tentar conhecer alguém isso pode aparecer e eu não sei como explicar e me fazer entender e fazer com que fique apesar da minha história. 
Eu n acho que seja uma parte boa da minha vida, não tenho felicidade em contar, mas ela faz parte de mim e me ajudou a ser quem eu sou hoje. Serviu de aprendizado e diante de tudo, eu sei que não é fácil, mas eu quero que você fique. Quero você na minha vida e quero aprender coisas novas com você. O passado tá ali mas quero o presente e o futuro com você. Eu sei que é muita informação, que não é fácil mas te quero. E ai, topa?


Eu só queria entender e precisava que você tentasse me explicar. Eu sei que dirá que não escreve assim, como eu, mas eu queria que tentasse do seu jeito me dizer aquilo que importa.
Porra véi, se dissesse algo assim, se pelo menos tentasse explicar eu tentaria entender melhor... o fim não precisaria ter sido ontem, nem daquele jeito. Mas preciso reforçar (de nooovo) em mim que você não é assim e eu não posso te mudar. Então eu não posso continuar, não por gostar pouco ou por ser incompreensível. Não é isso, mas você se valoriza muito pouco e esse pouco me incomoda. Não que você seja ruim comigo mas como foi/é com você mesmo.

O murchar daquela planta

Hoje o dia foi atipicamente cheio e cansativo. O que foi ótimo, considerando que eu precisava de outros assuntos para ocupar minha mente, que não seja aquele que ronda desde ontem. Agora estou sentada diante da tv assistindo o primeiro filme que apareceu na netflix, comendo brigadeiro de panela após tomar dose de vodka só para esquentar um pouco essa noite estranhamente fria nessa cidade. Percebo agora que mal comi hoje o que também não é problema, não há fome aqui mas, vamos ao que interessa né?!, suponho que você espera por um posicionamento meu após tudo que disse e sei que esperar deve ser horrível. Espero não está sendo precipitada com minhas próximas e longas linhas.
Primeiramente quero que saiba e grave bem em sua mente que não me incomoda o fato de você ter sido casado e que possa ter uma filha fruto dessa relação. Isso não me incomoda, ok?! E, respondendo a sua pergunta mais frequente, não estou chateada. Na verdade, chateada é um adjetivo muito simplista para tudo que há em mim e que ainda não há nome mas, que se tivesse algum, seria algo próximo de decepcionada, desapontada ou coisa assim.
Sabe, o que mais me estarreceu em tudo que você disse foi o fato de insistir em uma relação que desde o início dava sinais de fracasso (Porque isso?), ainda assim casar e com tudo que aconteceu durante o casamento continuar insistindo e pior, após o início do processo de divórcio ainda se encontrarem. Em minha cabeça isso tudo soa tão absurdo que eu não consigo entender. Tipo, porra, cadê seu amor-próprio, seu respeito por si? Insistir em migalhas é tão triste e de uma pequinês tão... sério, essa é a pior parte disso tudo para mim; não é a o casamento, nem mesmo a criança, é isso. Isso é o que começou a murchar o tal brotinho que falei em outro texto, isso é o que implica na minha decisão.
Eu não posso lidar com isso. E sabe o que é engraçado? Lembrar que ontem mesmo eu estava começando a pensar que talvez fosse você. Começando a achar que você era o cara que eu estava esperando, o que eu ia apresentar para minha família, veja só. Achei que te mostraria um monte de músicas e textos que leio vez ou outra ou até mesmo te ler todos os textos que te fiz, mas agora não faz mais sentido para mim. Impressiono-me como tudo pode mudar tão rapidamente. Eu estava a pensar que sua incansável insistência era por me querer demais o que te fazia passar por coisas que, eu no seu lugar não aceitaria de jeito nenhum. Mas agora vejo que talvez a insistência seja um padrão seu e, o que parecia ser algo bom passou a ser péssimo. É como se você insistisse não só pelo que vale mas também pelo que te destrói. Eu não gosto de pessoas autodestrutivas e não quero isso para você, não quero isso para mim também. Não sei se você é assim ou foi assim. Como vou saber?
Eu gosto de você, tenho carinho, me preocupo e por isso mesmo te digo que você precisa rever suas ações e seu posicionamento diante das pessoas e até mesmo da vida. Você não pode aceitar pouco, migalhas. Você merece coisas boas, leves e inteiras e não deve aceitar menos que isso. Não aceite que te pisem, não implore presença, se ame. Se baste. Quando você for completo com si e conseguir se sentir bem em sua companhia ai você poderá está com alguém e assim, compartilharem alegrias. Eu gosto de você mas parece que você não se gosta tanto assim e, desse jeito, eu não quero e é por isso que não quero continuar. Que fique claro, não pelo casamento ou filha, mas por isso.
Espero que não leve isso como mais uma história que não acabou bem. Espero que consiga tirar algum proveito disso. Eu ficaria muito feliz se isso te fizesse pensar a respeito de si e te mudar nesse sentido, se achar que precisa, claro. No mais, sei que não é o tipo de texto que queria ler, se há algum consolo nisso, esse é o último.
Fique bem com tudo isso e, se você for o pai, seja o ótimo pai que acredito que pode ser.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Alguém tinha que falar

Sabe, estava aqui lendo alguns textos que fiz esse ano e vi alguns que fiz para você. Isso me fez refletir que faltam duas semanas para o ano acabar e estamos nessa: afastados de novo por conta de (mais) um desentendimento. Pergunto-me quantos desentendimentos ainda virão para que possamos nos entender de verdade, se teremos paciência de esperar até lá, se vale a espera, e claro, se algum dia nos entenderemos de fato. Não gosto desse tipo de situação porque não sei como resolver nem se posso tal feito. Posso, podemos?
Acho que precisamos colocar pontos em alguns I's por aqui, essa situação tem sido desgastante e sinceramente não nos leva a lugar algum, pelo contrário, nos prende, estanca. Quer ter esse tipo de conversa e resolver isso também, ou esse será um texto inútil?


Resolveu continuar a ler? Ok, então vamos lá.

Uma coisa que não gosto: superficialidade. Isso me irrita profundamente, sério, é broxante. Cada vez que você vem com algo físico, apenas físico, fico irritada (e isso faz com que eu erga mais o muro). Vamos ser francos, corpo por corpo há um monte nas baladas da vida (sarados, altos, baixos, gordos, magros, feios, bonitos... o cardápio é extenso). O que diferencia uns dos outros é o conteúdo e é isso que estou procurando. Pode me dar? Isso é o que me atrai e já te deixei ciente disso.


Não há problema em sentir desejo (juro, pode sentir, eu gosto de estar com você também) nem expressar o que sente mas não precisa ser tão direto. Use e abuse das entrelinhas. Siga menos a linha "funk" e mais "MPB", amor. Menos Malandramente, Bumbum granada e mais O meu amor (Chico Buarque), Soneto do teu corpo (Leoni/Moska). Cada vez que você fala coisas que "forçam" intimidade eu subo alguns tijolos nesse murinho que me afasta aos poucos de você e sinceramente eu não quero isso, mas é o que acontece. 

Eu sempre carreguei um orgulho gigante em mim, do tipo que mesmo errada não admitia, do tipo que morria e não falaria o que realmente importa e, veja só como mudei, estou aqui te chamando para uma conversa séria, é até engraçado, sério. Cá estamos afastados de novo e eu me pergunto se você fica na ânsia de falar ou receber alguma mensagem minha ou se está pouco ligando, sabe? Mas eu realmente não tenho mais tanta paciência como tive no passado de aguardar que as pessoas venham a mim para resolver aquilo que ME incomoda. Tipo, se me incomoda eu que tenho que me mexer, afinal estar em paz com si não tem preço, né?

Já percebeu que estamos em um ciclo vicioso? É assim ó: (1) passamos muito tempo sem ver, (2) Saímos e é legal, (3) voltamos a conversar de boas, (4) rola um desentendimento, (5) não tentamos discutir sobre isso então nos afastamos, (6) do nada aviso que estarei ai, (7) voltamos a nos falar, (8) nos vemos - e ai começa tudo outra vez. É um ciclo cansativo, não acha? Consegue ver onde está o passo errado? Acho que é o 5, hein. E eu fico aqui pensando se devo insistir ou não porque, sei lá, eu tenho a impressão que vale a pena, só precisamos de ajustes. Outras vezes eu acho perda de tempo.
Eu odeeeeeio essas conversas chatas, não aguento mesmo, acho, inclusive, que nunca tive tantas assim com outro alguém além de você. E porque já tivemos tantas? Porque eu ainda me importo. Ainda estou nisso.

Mas não sei até quando e caso queira, não somos obrigados. Podemos não mais estar.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Mutantes

Não sei como vim parar aqui está amanhã. De verdade, estava lendo uns textos na minha página e vi que esta página estava entre as favoritas - deve ter sido há um milhão de anos, obviamente.
Bom, chegar e dar de cara com esse texto me trouxe algumas lembranças amargas e lágrimas também. Chorei por (1) agora ser uma pessoa emotiva, lide com isso kkkk e (2) porque acompanhei tudo e sei que o sofrimento era bem maior do que as palavras tão bem colocadas aqui poderiam descrever. Eu sofri com você e fico feliz por saber que essa fase se foi para nunca mais voltar. Obviamente você não lerá nada que há aqui (o que é bom) e abandonou isso como um pedaço da memória que foi esquecido - e deve ser assim mesmo.
O que estou escrevendo é uma forma de expor o que sinto agora, lendo esse texto de um alguém que um dia foi você. Esse alguém não existe mais e sou imensamente grata, de todo coração, a Deus pelas bençãos em sua vida. O "você" que eu conheci, morreu e, sem antes eu falava isso com amargura em cada sílaba, hoje cantarolo de alegria - ele morreu!
Devo ser extremamente trouxa por isso, uma vez que você desprezou minha melhor parte (minha amizade) sem a menor consideração, mas tudo bem. Isso não dói, não mais. Também já não sou aquela que você costumava conhecer. Hoje somos dois completos desconhecidos. E fico feliz com isso, sinal que a vida é mutável e nós somos seres em evolução, mutantes.
Este trechinho que você escreveu particularmente me chamou atenção: "Espero um dia me sentir um pouco feliz, ao menos um pouco, não completamente, por que nunca acho que ninguém conseguiu esse feito."
Espero que tenhas "quebrado a cara" nesta afirmação. Que sim, você esteja feliz, completamente feliz e que tenha visto que isso é possível sim. Com Deus somos mais fortes.

De uma desconhecida que deseja luz em teus caminhos,
Charlote

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Brotinho

Cada vez que te vejo é uma novidade. É como se estivéssemos aguando algo que só cresce, um brotinho de sentimentos bons. Dessa vez fomos para um show, e talvez tenha sido um dos nossos encontros mais longos. Pudemos passar bem mais tempo juntos e com isso percebi o quanto senti sua falta e o quanto eu estava feliz por estar com você (não conseguia parar de sorrir, caso não tenha percebido). Eu não queria me soltar de ti, o que é raro, uma vez que eu geralmente não gosto de grude. Geralmente. Não com você, pelo visto.
Dessa vez pude ver também que você também não conseguia manter as mãos (e lábios) longe de mim - e eu estava feliz com esse arranjo. Vi e senti o tanto de carinho que você me tem e só posso dizer que provavelmente é recíproco. As amigas dirão que é uma piada, que só eu poderia dizer "provavelmente" quando na verdade é algo óbvio, pra elas, mas, sei lá, não sou de muitas certezas, sabe como é, geralmente enjôo rápido. E por falar nelas, amigas, me desculpem, não consigo dar mais detalhes com relação ao último encontro. Não que eu não queira mas, quando procuro as palavras... elas simplesmente não vêm (veja só, logo eu que tenho essa relação de puro amor com as palavras!). Acho que, inconscientemente, quero guardar isso pra mim, entendem? Não é uma questão egoísta (eu acho), só não consigo descrever o quê senti ali, nem como. Acho que não encontraria as termos certos nem que fosse a própria Jane Austin, C. Lispector, Marchado de Assis, Mia Sheridan, G. Lacombe...
Em resumo, foi divertido, agradável e me deixou na expectativa de mais. Mais dos beijos (que variavam do carinhoso à quente) dos abraços, de presença... mais.

Poeminha

Veja bem
                    Meu 
                                bem,
não preciso de você 
para ser completa
em 
          nada, 
já sou inteira.
Mas te quero perto 
porque contigo 
eu trans
             bor
                    do
de sorrisos,
                 de amores, 
                                 de sentidos, 
                                              de sabores.


quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Assim, sei lá

Oi!
Olha esse vídeo, uma amiga me mandou e achei tão linda essa música, lembrei de você. Talvez por sua religião, bom, enfim, ouve aí.
Sei que eu sugeri que nos afastássemos mas não tem sido muito fácil do lado de cá, sei lá, me habituei ao teu bom-dia-bb. Acho que nunca comentei com você, com receio que se sentisse mal e tal mas, eu não gosto que me chamem por nada diminutivo: nem variações do meu nome ou que remetam a pequenices. Já sou naturalmente pequena e quando me chamam assim sinto-me ainda menor. Pouca gente eu deixo que me chamem assim, alguns parentes e amigos queridos porque sei que dizem em legítima demonstração de afeto e... você. Desde sempre e isso nunca me incomodou, pelo contrário, vindo de você eu até gosto e se não vem até faz falta.
Não vai acreditar, mas alguns parentes seus subiram no ônibus agora. Que coincidência! - mas poderia ser você.
Sim, pois é. Estou viajando hoje para fazer aquela prova. Desde quinta tento viajar e acontecem contratempos dos mais variados: fiquei doente do nada e fiquei boa do mesmo modo, pedi a hora, o carro quebrou... fico até pensando que por algum motivo não devo ir, queria ter comentado isso com você antes de ter saído, sei lá, agora a operadora não pega.
Eu queria ter te visto para aquela conversa. Queria ter te abraçado e tentado olhar nos teus olhos também, mas acho que não tenho essa maturidade e autocontrole todo não, antes de começar a falar já teria desistido.
Provavelmente isso de não querer mais tentar por causa de nossos posicionamentos ideológicos te pareça coisa de doida, e é. É que eu sinto que a troca mental é essencial em tudo, você precisa ver quando eu me empolgo em uma conversa, ganho a aparência de uma criança vendo presente de natal. Informações novas e diferentes, me encantam. Eu gosto das linhas de pensamentos exclusivas, do que mostra um ponto diferente entre os clássicos preto e branco. Isso tudo me atrai tanto! E eu queria que tivéssemos isso. Queria que trocássemos ideias sobre tudo e que você me encantasse com algo que eu nunca tenha pensado antes, e eu possa dizer "mas num é que faz sentido?" Queria que você dissesse: olha eu não estou muito certo disso mas vou ler em outras fontes de depois continuamos - e continuássemos de fato.
É difícil tudo isso. Talvez eu tenha te idealizado algo irreal por querer que funcionássemos e eu sinto muito por isso, por ter te esperançado um futuro mais duradouro.
(Essa coisa toda tá ficando meio bad. Nota mental: não enviar nem a pau)
Ainda assim, não consigo parar de falar contigo e você não deixa meus pensamentos, nem mesmo durante o sono. Será que isso passa? Porque tenho a sensação de estar tomando uma decisão errada? 
Vamos ver o que o Sr. Tempo faz.
Fique bem, beijo.

Hein?!

Sabe, eu gosto de você e não tenho me cansado de dizer isso, talvez para convencer esse meu lado teimoso que é dominante. Não sei bem como nem porquê, mas gosto. Com o tempo aprendi a te admirar, ver qualidade que nem sei se você as reconhece em si. Aprendi a te respeitar, me preocupar com você e querer bem. E fico feliz em sentir essas coisas por você, te acho integro suficiente para ter minha afeição.
E acho que esse gostar tem me confundido um pouco, por exemplo, tem acontecido umas coisas estranhas desde que você apareceu e mais ainda depois que nos afastamos. Eu sempre fui uma pessoa bem desprendida, bem de boas. Ciúme não é uma palavra que faça parte do meu vocabulário. Ou não era mas, ultimamente tenho visto seu perfil mais vezes do que o tradicional "uma vez na vida". Vejo quase todos os dias e não me reconheço quando saio olhando os comentários das postagens. E mais, não sei que voz é essa na minha cabeça que fica perguntando "Quem é essa?" quando ver algum comentário de alguma garota. Sério, essa não sou eu, o que você está fazendo comigo?
Deve ser fase né?! Vai passar, sim vai, sempre passa.
Mas se ligue nessas amiguinhas, ai hein?!

domingo, 13 de novembro de 2016

Nota de amorzinho

O dia de hoje foi, sem dúvida, contraditório. Como pode alegria e tristeza habitarem o mesmo ser ao mesmo tempo?
Você foi embora e a casa imediatamente tornou-se um vão... Tá tão vazio agora, é uma sensação tão estranha não te encontrar no sofá da sala me chamando de "meu amor", puxando o R dessa forma que eu achava irritante, com esse sotaque tão seu que até aprendi a gostar.
Apesar disso me alegro ao pensar nos nossos dias juntos. Vinte e um dias podem parecer nada mas nós dois sabemos que eles foram suficientes para nossas certezas em nosso amor e na veracidade dele.
Eu sei, a distância vai doer tanto aqui quanto aí, mas nós vamos superar essa "pequena barreira," afinal nós fomos escolhidos por Deus para viver essa história e Ele há de nos fortalecer para superarmos as adversidades.
Em breve estaremos juntos de novo, vamos ser fortes. Nos falamos mais tarde, assim como temos feitos todas as noites, desde que começamos a nos falar.
Fique bem, amo você!