sábado, 30 de junho de 2018

Nota para não esquecer

Possíveis planos profissionais para 2019:

- Passar num concurso 30 ou 40H/semana;
- Consultório;
- Atender a domicílio;
- Dar aulas em faculdade ou ser preceptora;
- Ministrar capacitações e palestras voltados a educação permanente em saúde;
- Mestrado;
- Fazer 2 ou 3 cursos de extensão durante o ano;
- Residência;
- Escrever mais;
- Trabalhar em clínica.

domingo, 24 de junho de 2018

Ela e Eu por mim



É engraçado como começou isso tudo. Lembro que a conhecia da escola e até estudamos numa mesma turma por vários anos e, mesmo tendo amigos em comum e frequentando os mesmo lugares, só nos aproximamos no último ano da escola e isso só cresceu quando acabou, o que também é curioso já que a tendência é se afastar depois que a rotina muda, os hábitos, ares. Mas nós não, somos do ar e isso nos une, quero dizer a astrologia foi um dos assuntos que nos trouxe para perto uma da outra, assim como música, vinhos, escrita, livros, mar, fotos, crises existenciais e conversas profundas noite a dentro. 
Na escola não éramos amigas. Ela era do tipo popular enquanto eu tentava passar despercebida, mas confesso que sempre achei que seria uma amizade interessante porque eu curtia as ideias dela, a vibe. Ela parecia ter uns pontos de vistas mais elaborados que o resto da turma e dava para imaginar as conversas indo longe a partir daquele ponto. Hoje em dia somos amigas do tipo “muito amigas”, do tipo que conversa sobre cada acontecimento relevante não importa o dia nem a hora. Do tipo que eu considero a voz dela como a da minha consciência e, se eu tiver meio desorientada falo com ela, o que ela aconselhar eu faço sem questionar o que é interessante porque sou do tipo rebelde e questionadora, mas não com ela. Por que eu confio, sabe? Acho que ela me conhece como poucas pessoas, pois tem uma sensibilidade aguçada (acho que é esse Marte, mercúrio...) tem interesse. Ela funciona como um diário que fala e anda, qualquer coisa de mim, acredite, ela sabe. E minhas viagens, ela entende (nem eu sei como, já que nem sempre eu mesma entendo).Mesmo com a rotina diferente, mesmo com profissões diferentes e morando e cidades diferentes, somos amigas-irmãs.
Da escola para cá muita coisa aconteceu, muita coisa mudou. Hoje eu consigo ser mais aberta, sincera, contar mais com as pessoas. Hoje eu a vejo feliz apesar dos perrengues, vejo a mulher forte, que ela sempre foi, enfrentando um leão por dia e rindo. Vejo ela ficar cada vez mais serena e em paz com sua espiritualidade e é feliz ver isso pois eu acompanhei uma parte de seus obstáculos até aqui, e sei que não foi fácil. Espero estar presente em mais momentos, seja para comemorar ou para consolar, chorar junto, porque somos assim: estamos e somos uma para a outra, não importa o dia ou hora.
Gratidão a Deus e a vida por ter alguém assim no meu caminho, na minha história. Amo você, viu?! 💗
O outro texto, na versão dela, está aqui!

P.S.: Amiga, desculpa a demora, no WhatsApp o porquê.
P.S 2: Sou muito sem jeito para falar de mim, cês entendem, né?!

terça-feira, 19 de junho de 2018

Variações do mesmo tema

Ooooi!

A partir de hoje estarei alimentando um novo marcador Variações do mesmo tema em conjunto com a Liz, do Fazendo Morada
Funcionará assim: Escolheremos títulos/temas para escrevermos, cada uma a partir de seu ponto de vista, sem muita conversa a respeito previamente, e depois colocaremos o link do texto da outra nos comentários, assim podem ler um e em seguida já ver o próximo. Nossa intenção é comparar nossos pontos de vista, não de forma competitiva para ver quem é melhor ou pior e sim para visualizar as diferenças de acordo com a história e experiências de vida de cada uma porque, ter a mesma idade, nascer na mesma cidade, ter amigos em comum, gostos comuns, signos do ar e etc, não é suficiente para prever certos posicionamentos a respeito de algo.
Então é isso, espero que esse marcador seja muito alimentado e que sempre seja uma experiência interessantes descobrir coisas novas, tanto em mim quanto nela.

Ótima leitura a todos, ótima escrita para nós!


segunda-feira, 18 de junho de 2018

"Quer casar comigo?"

Meu amor, eu te amo tanto e já to com tanta saudade! Imagina quando eu voltar mais tarde pro almoço e ter que comer sozinha (se eu fizer almoço). Você é tão bom (e isso nada tem a ver com emprego, qualificações profissionais ou formação) que as vezes acho que não mereço tanto. Você é honesto, justo, atencioso, perseverante, motivador, paciente, carinhoso e a cada dia me aproxima mais de Deus (vc e Ju), e isso é muito bom.
Cada dia te admiro mais por saber de tanta coisa que você passa/passou e ainda continuar sendo doce, como um menino. Meu menino.
Eu te amo muito e quero que continue contando comigo nessa fase difícil. Logo estaremos juntos agradecendo e comemorando suas conquistas que serão muitas e seguidas, muitas bençãos para nossa família. Eu sei que você vai passar por isso e será um novo homem num novo emprego, com uma nova visão do valor e importância dele em sua vida, será o melhor em qualquer coisa que for fazer. E vai estudar p ser cada vez melhor, por que vc merece, sua filha merece, sua mãe merece.
Eu amo muito você e responderia essa sua pergunta mil vezes até que seja a real-oficial, aquela acompanhada de um anel de noivado na mão direita e depois uma aliança na esquerda. Quero quero sua força motivadora todos os dias da minha vida e quero que a gente cresça junto, por que além de tudo você consegue me fazer rir, expressar sentimentos, faz com que eu me sinta bem para ser eu mesma (inclusive brega), me motiva quando eu me sinto cansada e desestimulados, me consola e chora comigo, ora por mim, ora comigo, por ser minha melhor companhia, seja para um filme no cinema ou para andar de busão com as passagens contadas.
O amo tanto que tantas linhas que escrevi e não consegui chegar na a expressar bem isso, não consigo te fazer entender o tamanho disso, só de pensar na dimensão... sinto uma coisa estranha no meio do peito e da vontade de chorar. É tão grande o que eu sinto e só aumenta!
Eu amo você todos os dias (até com raiva) e amo cada vez mais, meu amor.

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Casamento não

Hoje amanheci com a garganta doendo, como se estivesse em processo inflamatório, o que é curioso visto que tenho me sentido bem, sem febre ou dor de cabeça, me alimentado bem, comendo frutas ricas em vitamina C inclusive. Na verdade eu até sei o que pode estar causando tais sintomas, viva a metafísica!
Foi a conversa antes de dormir, claro.
Porque o assunto casamento é tão recorrente e causa tanto reboliço? É sempre assim! Eu já disse que não pretendo tal ato mas confesso que posso parecer confusa quando digo que gosto das cerimônias em si, gosto de casamentos (dos outros).
Fui comentar que serei madrinha de mais uma amiga, que dei um empurrãozinho fundamental digamos assim, aí o assunto veio todo novamente.
Eu não sou contra o casamento de modo geral, não saio por aí esbravejando "não sejam idiotas, casar não presta, só perda de tempo!" só não acho que isso seja para mim  isso me faz pensar se eu realmente não quero casar ou se não quero casar com esse tal que tem passado uma temporada em meu coração. 
Antes de conhecê-lo lembro que já não queria, estava me curando de alguns processos e talvez está tenha sido uma consequência mas, antes desses processos, em um tempo que parece outra vida, eu queria casar. 
Casar num lugar bonito, com muitas cores, um dia de alegria, celebração, união. Um dia, que seria um dos mais lindos da vida, que duraria para sempre em minha memória, com a família lá, amigos, depois fotos, discurso, choro dança, festa, vida... Amor! Eu estaria tão feliz que ia ficar com os músculos da face doídos de tanto sorrir e gargalhar, aquela  gargalhada gostosa de fazer chorar, sabe?! E depois isso um casamento tranquilo, feliz e próspero.
Hoje, não sei. Quando penso em casar com este rapaz só me vem à mente uma ida ao cartório no intervalo do almoço, usando jeans e camiseta (tá, pode ser uma camisa de botão) para deixar minha certidão de nascimento e pegar uma de união estável ou coisa assim. Algo abominavelmente sem graça para uma sonhadora como eu. Não sei se isso é o que se chama de maturidade, rabugem ou só não gostar dele. Será que isso é crescer ou dá para ter um romance de “adolescente” na “fase adulta”? Não consigo visualizar diferente e quando tento colocar isso num lugar bonito, tipo uma praia, me vejo séria, rezando para acabar logo a cerimônia, sem dança. Não é feliz e isso me entristece de um jeito que ainda não sei explicar mas dói e cria um nó na garganta, uma vontade de chorar, gritar e depois calar sem forças para sair do lugar.
Eu não sei se algum dia casarei, muito menos se casarei com ele mas, ideializar isso na minha mente é incômodo de modo que prefiro evitar se quiser continuar relacionamento que estamos. Mas aí mora o perigo: será que espero que esse desejo floresça ou estou apenas empurrando um problema com a barriga por puro comodismo ou covardia?

domingo, 25 de março de 2018

Nota sobre despertar

Oi amor,

Sei que já faz um tempo que não te escrevo, também, com essa correria toda, sorte a nossa ainda nos vermos, com mais frequência até. Na estrada fiquei pensando sobre o início do dia então resolvi escrever.
Hoje, acordei várias vezes na madrugada, o que é incomum quando bebo alguma delícia etílica antes de dormir, mas acho que isso aconteceu porque você estava do outro lado da parede e eu queria estar lá, com você. Então fui, meio sonâmbula pouco antes de amanhecer e deitei, já me encolhendo perto de você. Eu gosto dos seus braços ao meu redor, teu queixo no meu pescoço, teu corpo colado no meu. Quando acordei, quando acordamos de verdade, fiquei pensando em como é bom acordar do nosso jeito. Como nos fortalecemos no bem que fazemos um ao outro e assim, nos preparamos para o dia, seja ele leve ou desafiador.
Eu amo tanto dormir e acordar com você que as vezes me pergunto se isso vai ser sempre assim, será que dá? Para sempre? Velhinhos e tudo? hahaha
Eu gosto dos seus braços ao meu redor, teu queixo no meu pescoço, teu corpo colado no meu. Eu gosto quando nossos corpos nos obrigam a acordar e por nosso bom-dia ser tão nosso. 

(Já) Estou com saudade.
Amo você. Muito.

sábado, 24 de fevereiro de 2018

O que eu quero antes dos 30

A ideia veio de uma amiga e eu me empolguei na hora com a pergunta, primeiro porque eu gosto de pensar na vida, traçar metas, planejar. Segundo por que amo listas. Então, vamos?
Quantas vezes na vida perdemos uma oportunidade por não estarmos prontos para ela? Traçar metas é mais que sonhar, é dá subsidio aos sonhos para que eles sejam projetos. Projetos realizáveis. E eu amo isso. Amo ter uma lista de coisas tracejadas por já ter realizado, cumprido e é por isso que estou sentada aqui agora, para traçar alguns planos para os meus próximos 5 anos. Graças a Deus, já alcancei algumas coisas que eu queria para minha vida quando mais nova, então acho que estou no caminho.

Em 5 anos quero:
- Estar concursada;
- Ter meu próprio negócio;
(com esses dois já dar para ter a sonhada estabilidade financeira, né?!) 
- Fazer meu curso de microfisioterapia;
- Fazer cursos na minha área, pelo menos um por ano;
- Mais uma pós graduação ou mestrado;
- Ter minha casa/apartamento projetado, com móveis sob medida, varanda com plantinhas, piso porcelanato, uma adega com os mais variados vinhos, cozinha com cooktop e panelas antiaderentes da polishop kkkkk, tudo bem lindo *-*;
- Fazer viagens para lugares novos, uma ou duas vezes por ano e pelo menos uma grande e inesquecível viagem;
- Aprender idiomas. Português e mais um ou dois (Não me julgue! Vai dizer que sabe usar aquelas orações subordinadas?! Seeeei...)
- Estar no casamento das minhas amigas, se possível como madrinha;
- Casar? Será? Pode ser, né?! É uma boa ter alguém por perto para dividir a vida
- Ser mãe de uns 3 ou 4 bebês de 4 patas *-*
- Falar nisso... ser mãe já não me parece algo tão absurdo, mas veja bem, realmente não é uma das minhas metas de vida, eu já falei sobre isso aqui. Porém... Se algum dia eu ficar doida e tiver um, que seja antes dos 30, ah! e ele(a) não poderá ser filho(a) único(a), porque acho crianças assim muito sós e ter irmãos é uma verdadeira benção por inúmeras razões.
- Me envolver ativamente em algum projeto social, tenho algumas ideias já mas não defini bem ainda, espero firmar e executar as ideias até os 30.
- Escrever e publicar um livro, nem que seja uma tiragem baixa, só pros meus fãs de carteirinha (ler-se amigos e família).
- Poder olhar essa lista e ver os itens riscados por estarem cumpridos.

É isso, vou ficar voltando aqui de vez em quando para rever os itens e se possível marcar como feito. E você, o que quer antes dos 30?

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Aconchego

Cheguei tão cansada da viagem que acabei dormindo sem estudar, jantar ou falar com ele.
Acordei na madrugada com sede e com a consciência pesada por não ter estudado. Fui beber água, fui ao banheiro e ao voltar para o  quarto e deitar, percebi a cama tão maior! Bateu saudade. Saudade dele, claro.
Inevitavelmente lembrei das noites anteriores nas quais dormimos dividindo um colchão pequeno e é tão engraçado perceber que, logo eu, que nunca gostei de grude, que nunca fui muito chegada a longos abraços apertados, me vejo assim: amando dormir junto dele, dormir enrolando braços e pernas,toda entrelaçada, tão juntos que mal se pode respirar. E eu me sinto bem, em casa, em paz.
É engraçado como eu gosto de estar entre os braços dele e como encontrei em seu peito o melhor lugar para tirar um cochilo: é macio, quentinho e eu fico ouvindo coração dele batendo numa sincronia certinha, sístole, diástole, sístole, diástole... Às vezes até nossas respirações se sincronizam e eu então percebo o quanto estamos cada vez mais alinhados.
Pensar nessa sincronia toda me faz pensar como tem acontecido tanta coisa em nossas vidas, tantas mudanças que eu não tenho escrito, não tenho conseguido pensado e quando lembro me assusto as vezes ("Como chegamos aqui?"). Não raramente me perco no quanto nos aproximamos, no quanto estamos bem e como eu gosto de estar com ele. Eu não imaginei em nenhum momento que ficar junto assim me faria tão bem e faria tanta falta também! Justo comigo, a rainha da independência, a aquariana livre, leve e solta nesse mundão, doida para voar.

Enfim, ao deita na cama tentei da melhor forma possível substitui-lo com um travesseiros e almofadas, mas nem deu, né?! Não tinha aquele aconchego, nada tinha o calor dele. Ai resolvi ligar e dizer isso, aposto que ele ia gostar de acordar no meio da madrugada assim. Ou talvez amanhã, meu sono está voltando.

*Durmo e sonho com ele, alguma coisa que não lembro, mas sei que ele estava. Como sei? Bom, ele foi a primeira pessoa que lembrei, antes mesmo de abrir os olhos e acordei leve. É, certamente ele estava por lá sim.

Nem preciso dizer que amo você né?!

sábado, 18 de novembro de 2017

Rainha das limonadas

Há alguns anos falei aqui como era difícil ser a Pedra, a Rocha da casa, que aguenta tudo, por todos. Na época eu estava no meio do furacão que durou alguns anos da minha vida, os que deveria ser os mais divertidos - infância II e adolescência.
Hoje em dia eu tenho esse assunto como um passado; chato, doloroso e importante passado e falar dele ainda é algo que requer organização das ideias, embora eu esteja me saindo relativamente bem ao longo das tentativas.
Quando eu tinha uns 10 ou 11 anos fiquei sabendo, sem entender bem, que minha mãe não estava feliz no seu trabalho, já tinha um tempo, e estava sendo acompanhada por psicólogo e psiquiatra, fazia terapias individuais e grupais. Pouco tempo depois eu aprendi o que era assédio moral e que ela passava por isso com sua chefe. Uns dois anos mais tarde, quando minha avó paterna faleceu, aprendi o que era depressão, TOC e bipolaridade. E medo.
Eu tinha muito medo: medo de perder a pessoa que mais amo dessa vida, medo de sair de casa e acontecer alguma coisa, medo das variações de humor, medo do conteúdo das próximas frases, medo de perder a paciência e falar ou fazer o que não deveria... era tanto medo que tirava-me o sono, a paz. Eu tinha pesadelos constantemente e não queria sair de casa, ou se saia era com pressa para voltar, porque eu tinha que pelo menos ficar de olho, por perto, atenta (sempre alerta!). Isso na adolescência é um saco porque é nessa época que você, geralmente, vai descobrindo as coisas da vida, é quando você apronta e faz as histórias que contará para as próximas gerações. Eu não, não tenho muito para contar. Naquela época eu mal via minha mãe, ela dormia o dia todo, quer dizer, vivia dopada, e quando acordava era madrugada. Andava pela casa toda e só nos via dormindo. Ela, que costumava fazer nosso café só voltou com a prática anos depois e mesmo hoje em dia, com todos crescidos e independentes, ela faz questão de preparar.
Bom, mas voltando àquele tempo, sem entrar mais em tantos detalhes, essa fase foi difícil para todos: meu pai se jogou com vontade na bebida, minha irmã arranjou mil e uma ocupações, meu irmão, na época uma criancinha passava o dia assistindo ou jogando e, a medida que foi crescendo foi tomando várias responsabilidades para si e hoje parece um velho: não sai de casa, poucos amigos, mania de limpeza e organização. Cada um procurou sua válvula de escape, sua forma de se adaptar e levar a vida até que as coisas melhorassem. Aposto que você está se perguntando por mim, o que esta que vos fala fez: Arranjei minha válvula também, ué: me lancei nos fones, livros e cadernos. Passei a escrever tudo que sentia, refletia ou queria sentir. Inventei histórias, criei novos meios, novos finais e, na boa, acho que não escrevo tão ruim (hoje em dia, pelo menos). Ah, além de arranjar minha válvula e acabei virando pedra, digamos assim, porque né, vamos combinar, era foda, muito difícil encontrar um pontinho de equilíbrio então eu não deixava ninguém mais entrar na minha vida (de problema e choro já bastavam os meus, né mores?!).
Há um tempo, li um texto que dizia que, para se relacionar, as pessoas precisam baixar a guarda, afinal, se você não precisa de ninguém (nunca, para nada) por quê alguém vai querer está perto de você? Autossuficiência em relacionamento é furada pois você se torna uma pessoa que nunca encontrar alguém a sua altura. Sabe que eu achei interessante e até concordei?! Não tinha pensado nisso, mas faz bastante sentido e me identifiquei. Sei lá, pensei na minha vida. Bom, eu me fiz (ou fui feita) dura. Penso que precisei o ser. Era isso ou isso. Sentir medo e pedir colo para a mamãe? Orientação do papai? Nem pensar. Alguém brigou comigo na escola, chorar por isso? Não mesmo (dá teus pulos, garotinha!).
Na falta, eu tinha que me virar e ainda ser essa pessoa pros meus irmãos mais novos. Eu acho que virei uma pessoa que não precisa, emocionalmente de ninguém, criei várias barreiras, cascas e foi isso. Me viro como dá, aprendi a usar os limões que a vida me trouxe, sou a rainha das limonadas (e caipiroskas também).
Alguém tinha que segurar as ponta né, então eu fui. Por mim e por eles. No meio do processo ouvi muita coisa injusta, palavras ásperas carregadas de raiva, do tipo que magoa mesmo e dói sempre que lembrada (por isso bloqueei-as). Chorei quieta e sozinha várias vezes, procurando/pedindo soluções/direções. 
Hoje as coisas são mais "leves". Hoje eu já falo mais sobre isso, procuro textos e filmes emocionais exatamente para isso: para sentir, não ser mais tão dura. Tenho praticado essa coisa de permissão também. Me deixar precisar, querer, não ser uma pedra. Ser mais flor. Kkkkk pode rir, é engraçado. Não sei ser fofa, nem meiga, nem carinhosa. Não cresci assim, segui mais a linha do "ser forte, resiliente, cuidadosa e protetora", mas estou tentando ser mais carinhosa, embora seja um desastre nisso. Atualmente, quando vejo que temos mais dias bons que o contrário, quando a vejo rir não tenho mais medo que após a euforia venha a tristeza profunda e amarga. Hoje sorrio e respiro orgulhosa e aliviada por termos saindo daquela, por ela ter vencido, por estar ali, rindo tanto que chega a chorar.
Sim, hoje estamos bem.

P.S.: Foi um verdadeiro "parto" escrever esse texto. Parir cada frase dessas, que me lembram essa fase. Cada letrinha foi carregada de incontáveis memórias. Por sorte os partos não trazem só dor, há principalmente a alegria do novo, do nascimento, da mudança. Uma nova perspectiva, um novo ciclo se iniciando.

sábado, 28 de outubro de 2017

Tentando explicar

- Por que você não diz que me ama se o sente?

- Porque não posso.

- Por que não pode?

- Porque não.

- Poxa, tenta explicar pelo menos.


(Respira profundamente) 

- Porque não posso dizer algo assim quando penso frequentemente em terminar. Penso que ex é alguém do passado, que passou e não existe isso de ser só amigos em nome dos bons tempos. Não. Existe. Amigos dá para ter aos montes e ainda arranjar uma dúzia novinha. Você foi ainda mais longe, não tem amizade mas tem uma criança, o que leva a um vínculo para o resto da vida com a digníssima ex esposa.
(Inspira profundamente de novo porque percebe que falou tudo em uma única expiração) 
Eu nunca quis algo assim para minha vida e não vejo-me adaptando a isso, também não vejo como você poderia não ter esse contato porque é impossível. Não é uma realidade que eu me sinta à vontade, de boas e quero que entenda que por isso que a tal frase nunca vem, acredito que as vezes verbalizar em alto e bom som tornam as coisas muito concretas e, você sabe posso ir a qualquer momento e pode ser uma merda porque nos gostamos então não posso dizer que o amo e na semana seguinte, por exemplo, te tornar um ex, e você já sabe o que penso sobre ex.
Entenda que aguentar algo e ficar remoendo não é mais algo natural para mim. Frequentemente penso que  não posso mais ficar no meio disso porque não há forma de ser diferente, aí fico porque gosto de você mas isso fica guardado em mim, me incomodando, acumulando. Veja bem, eu acho muito mais digno levantar da mesa e bater a porta ao sair quando algo não está bom para mim e é isso que sempre faço. E é o que penso em fazer quase sempre.
Pronto, falei.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Tem que ser inteiro e não pela metade


Hoje acordei assim, sei lá, "bugada". Não sei. Na verdade fui dormir assim.
Fico pensando em como tudo está e como você vai me ganhando mesmo que eu dificulte todo o processo. E eu vejo o quanto você é  bom e não tem culpa dessas peças que a vida nos prega mas a cada mês eu sinto isso (e não é TPM). Eu não consigo me sentir à vontade com alguém do seu passado tão presente, tão futuro. Tão mais fixo do que eu. E por isso eu tento a todo custo colocar na minha cabeça que não devo me preocupar com isso, que sou passageira, que logo seremos só um capítulo na história um do outro. Nada é, tudo está.
Eu tento com tudo que posso guardar partes de mim: histórias, amigos, família, declarações importantes. Eu tento propositalmente não ser inteira, enquanto você se dar com tudo que pode. Eu queria que fosse pouco menos assim atencioso, preocupado, persistente, presente, carinhoso. Eu queria que você tivesse uns defeitos mais gritantes, suficientes para eu usar como armadura para sair daqui. Não consigo e sinto que a cada dia você arranca mais um pedacinho de mim e isso vai tomando proporções que fogem ao meu controle cético. 
Eu entendo seu lado e que você precisa e deveria ser tão amado quando ama. Eu queria não ser assim, queria aceitar tudo de forma amena, leve. Eu compreendo tudo, toda a situação mas, não consigo me sentir bem com tudo isso, por mais que eu esteja tentando. 
E não digo as coisas que sinto para que, caso o fim chegue logo, não doa tanto em nós. Evito que você conheça todos e tudo de mim para que não doa tanto em nós. 
Eu sou tão distante para não doer tanto em mim.
Uma covarde, eu sei, eu sei. Mas você já viu quantas vezes eu tentei seguir sem você? Quantas vezes argumentei e ainda assim você aparece com essa mania de querer consertar tudo com paciência... ai eu não aguento. Na verdade você conserta tudo enquanto desmonta minhas armaduras e armadilhas.
Preciso que me deixe ir, não consigo ir sozinha. Além disso, eu não sou a melhor pessoa para você, eu sou metade e você inteiro. E sou ausências e você presente. Você é do "eu te amo" e eu "uhum, eu sei".
Ainda que eu sinta, não posso dizer, não é justo quando eu penso dia-a-dia em terminar ao passo que me vejo fazendo planos e te incluindo em conversas. Para o nosso problema não há solução que venha se não por uma mudança em mim, a qual tento há meses e nada progride. A única parte em nós que me faz mal poderia ser a que nos afastaria?


Essa não é mais uma carta de amor
São pensamentos soltos traduzidos em palavras
Pra que você possa entender
O que eu também não entendo
Amar não é ter que ter sempre certeza
É aceitar que ninguém é perfeito pra ninguém
É poder ser você mesmo e não precisar fingir
É tentar esquecer e não conseguir fugir, fugir
Já pensei em te largar
Já olhei tantas vezes pro lado
Mas quando penso em alguém é por você que fecho os olhos


O que eu também não entendo - Jota Quest

sexta-feira, 21 de julho de 2017

"O que você sente quando te olho?"

A pergunta veio assim mesmo, do nada. Sabe que eu ainda não tinha pensado sobre isso?! É tanto que protelei a resposta, para poder pensar sobre, analisar de um, dois ou vários ângulos.
Passamos muito tempo longe e, honestamente, não me parece difícil. Sim, é foda às vezes, mas no geral levo bem, sem neuras porém, quando vai se aproximando o dia da viagem, fico um pouco ansiosa. Quando te encontro pronto, passou. Sei lá, estar perto de você causa uma certa agitação em mim (nem parece né?!, eu sei). Você tenta, sem sucesso, me fazer rir com piadas bestas que nem consegue terminar de contar antes de rir (e gosto quando rir, acho divertido) e acabo rindo, então meu riso, seu riso, tudo se mistura e eu fico ali, rindo como besta, ainda que tente o contrário.
Você tem hábito de me olhar já com um riso bobo e eu pergunto "Tá olhando o quê?". Fico me perguntando "Do que esse bocó tá rindo?", às vezes eu pergunto em voz alta mas nunca recebo resposta além de um "nada" risonho ¬¬. Eu não gosto de ser encarada, me incomoda mas, quando vem de você eu não ligo, as vezes até me agrado de um olhar de contemplação e felicidade que eu vejo ali naqueles olhos fundos e puxados.
Quando você me olha eu penso "o que estamos fazendo? Será que algum dia serei recíproca a tudo que ele sente?", "por quê estou rindo tanto?", "caramba, que cara sortudo!", "por quê tá demorando para me beijar?"
Quando você me olha fico feliz de te ter por perto comigo e para mim, por você sair de casa ao meio dia só para passar meia hora comigo (este pequeno ser andando de um lado para o outro arrumando uma mochila as pressas), fico feliz por saber que você se preocupa com meu bem estar e saber que eu me preocupo com você também, por saber que estou aqui para você. Quando nos olhamos eu sinto algo crescer entre nós (e não é um bloco de gelo) e isso me faz rir.
Na troca de olhares há incertezas, sim, mas há alegria, bastante, por isso não paro de rir, nem quero então pode continuar me olhando. :)

segunda-feira, 29 de maio de 2017

O bem que vem do outro

Oi, olha como a vida é zueira, te faz sorrir mesmo quando as coisas não estão favoráveis. Ontem eu tava meio bad por causa dos meus olhos aí hoje fui fazer uma visita e a mãe do paciente pediu para tirar uma foto minha para mostrar a netinha o quanto meu cabelo era bonito. Depois do atendimento essa senhora foi me acompanhar até a meu trabalho; no caminho um senhor me parou e disse "moça, deixa eu te pedir um favor, do fundo do meu coração?" Eu pensei que era sobre atendimento ou coisa do tipo, mas aí ele continuou "... Nunca alise seu cabelo, ele é lindo, muito bonito... Você é! Hoje em dia tanta gente com cabelo alisado, tanta gente querendo ter um cabelo assim e não pode...". No trabalho uma das colegas pede para eu trocar de cabelo com ela. 

Coisas da vida, os olhos não estão lá essas coisas mas o cabelo tá numa fase boa.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Quando as estrelas se alinharam

Sim, faz tempo que não escrevo.
Não, não estou com tempo livre, mas quero escrever mesmo assim.
Sim, eu arranjo tempo quando quero.

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Lavando a louça eu penso em tanta coisa! Esses dias mesmo estava lembrando de algumas situações e conversas e me veio o conteúdo desse texto-conversa. Sei lá, é tão engraçado como nos aproximamos de pessoas e como mantemos o contato apesar de todas as agendas e estilos de vida. Para hoje tenho uma história engraçada.
Não lembro mês ou ano, mas eu tinha passado a tarde na casa de uma amiga conversando muito, ela me acompanhou metade do caminho de volta para minha casa e, no ponto final, paramos e ficamos conversando mais e mais. É sempre assim, se deixar a gente conversa por hooooras e nem sente, flui bem, tanto as ideias quanto as viagens. Lembro que no meio dessa conversa fomos parar nos signos e eu, que sempre gostei muito, falei sobre ascendente, lua, mapa astral... BUM! Foi o suficiente para arranjamos uma forma de "endoidarmos" mais.
Desde criança sempre gostei de coisas exóticas: quiromancia, astrologia, grafologia, linguagem corporal, (sabe como é, meu aquário comporta muita coisa) esse lance todo de auto conhecimento, interpretação de tendências e traços de personalidade são assuntos que me fascinam há tempos mas nunca me aprofundei em nada. Até aquele dia.
Pouco tempo depois já fizemos o mapa dela e encontramos muitas semelhanças com o meu mapa. Começamos a estudar e logo esse virou um tema fixo nas nossas conversas, pessoalmente ou online e era muito bom porque nessas conversas acabávamos falando mais e mais e assim nos aproximando, nos conhecendo (nunca se conhece alguém completamente, não importa o tempo que se conheçam). Um dia, reunidas com outras amigas dos tempos de escola, alguém entrou no assunto astrologia, e eu lembro que tentei não ser a louca dos signos, mas não tinha mais jeito, eu era. E descobri que todas eram! Como é bom encontrar pessoas para viajar nas ideias com você. Por mais que pareça absurdo eu gosto de pensar que os astros podem me mostrar alguma coisa, algo "escrito nas estrelas", sabe?! Gosto disso.
Logo criamos um grupo via WhatsApp e quando possível nos reunimos também (o que é raro, com as vidas corridas - todo mundo correndo atrás do seu crescimento e desenvolvimento no mercado de trabalho, aliás, na vida). Temos uma agenda de estudos astrológicos e, de verdade, eu jamais imaginaria que me aproximaria tanto de vocês, depois de tantos anos, através da astrologia, sério. Posso contar a história de cada uma de vocês na minha vida? (Dãã, claro que posso! O texto é meu), vou seguir a ordem cronológica e não darei nomes para manter o perfil anônimo da página.
(Corta, estou com preguiça. E nem sou obrigada.)
De modo geral todas nos conhecemos na escola: uma no fundamental I, e as outras duas no II. Engraçado que durante toda a fase escolar eu era bem próxima de uma, me afastei um pouco de outra e mal tinha contato com a terceira. Já na faculdade, mantive o contato com a primeira, me afastei ainda mais da segunda e incrivelmente me aproximei bastante da terceira (hoje, inclusive, é uma das minhas melhoras amigas). Com a descoberta dos nossos interesses por astrologia nos aproximamos significativamente e voltamos a fazer parte da vida e dos dias uma das outras. Nunca mais fomos as mesmas Astros fazem parte de um dos assuntos, mas através deles pudemos compartilhar nossas histórias engraçadas, neuras e frustrações, nos fizemos amigas novamente e isso, em tempos de hoje, é incrível!
Se eu passasse cada segundo do ciclo de Saturno agradecendo por tudo que tenho, seria pouco. Sou extremamente grata, entre outras coisas, por estarmos alinhadas, assim como nossas estrelinhas e por podermos aprender juntas, seja sobre astros, nós, nossos boys ou sobre a vida. Agora eu sei o que significa uma vênus em áries ou aquário, uma lua em câncer e um ascendente em capricórnio, coincidentemente (ou não) agora entendo um pouquinho mais sobre vocês também.
Estamos juntas (em movimento direto), ainda que a lua esteja em leão, que a Vênus ou Mércurio estejam retrógrados ou algum planeta em Peixes; ainda que a vida seja zueira, mesmo que sem tempo e "adultecendo".

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Amor, humor e paciência

Hoje, contei para algumas amigas que, oficialmente, estou namorando. Não que não já estivesse, só não tinha nome ainda. Elas estavam mais empolgadas que eu e acabaram dando algumas dicas sobre relacionamentos. E todas poderiam ser resumidas em três palavras: amor, humor, paciência.
Eu me considero uma pessoa paciente, divertida e até fofa mas nunca juntei isso tudo num relacionamento. Na verdade eu não encontrei a mescla no ponto, sabe?! Resolvi tentar de novo, vai que o tempo tenha me melhorado, né?"
Acho que essas três palavras sintetizam bem o essencial num relacionamento. Claro que há outras coisas que também são muuuito importantes mas, sem essas, acho que não dura não. Pessoalmente falando, acho que a paciência é o mais importante, pois para estar em um relacionamento, seja romântico ou mesmo profissional, temos que nos adaptar aos hábitos, costumes e defeitos do outro. As vezes eu não compreendo a mim, avalie o próximo! Paciência é um exercício diário, se ela não existe a vontade que dá é de jogar tudo pro ar e dizer "Cara, isso não é para mim, vou ali procurar alguém mais simples. Sorte ai". Inclusive já falei essa frase, mais de uma vez haha e o outro, meu par, foi a paciência em pessoa com meu jeito impaciente de ser quando o assunto é relacionamento. Tentar ser mais paciente, relevar algumas coisas, dialogar mais tem me ajudado a ser alguém melhor, mais compreensiva. Eu gosto dessa versão de mim que vem se moldando e querendo ou não, ele tem me ajudado nisso.
Humor, aaah, como é bom rir! Riso deixa a vida leve, ameniza dores devido a liberação de hormônios de bem estar, a ciência comprova (mas nem precisaria né?! se você já esteve em um roda de amigos, certamente comprova o bem estar advindo do riso). Rir para mim, é a solução de 80% dos problemas, não que resolve, calma, mas ele nos tira do pensamento negativo que bloqueia as ideias boas, as possíveis soluções. Rir é vida! Ambiente de trabalho, casa, relacionamento... sem uma boa dose de humor diária nos mata lentamente. A vida corrida nos priva de muita coisa, nos consome e a gente entra no piloto automático esquecendo de viver. Rir nos tira desse ciclo vicioso da rotina. Nos lembra que a vida é mais que esse feijão com arroz insosso que a gente insiste em comer porque é prático. Ter alguém do seu lado para rir junto, te fazer rir, rir de você, ah rapaz, é um verdadeiro presente! Por mais que o dia seja cansativo, depois de uma boa gargalhada os problemas vão até parecer pequenos.
E o amor? Ah, o que falar sobre ele?! Eu não sei definir. Ouvi uma música que dizia que o amor é a estrada em que o sonho acontece. Achei isso tão bonito que guardo em mim desde então. O amor não se define, nem se explica mas há várias formas de ser amor, de sentir amor e de cultivar amor. Esse tal amor, a meu ver, pode estar presente desde o começo ou ir nascendo aos poucos, como um brotinho.
Amor, humor e paciência formam a tríade da boa convivência, aquela que dura e é boa, sabe?! Eu nunca tentei em um relacionamento mas acredito nas minhas conselheiras e também acredito piamente que esses três juntos nos levam bem longe, talvez onde eu nunca cheguei.